Home Jogo Responsável AA defende regularização do jogo do bicho em Minas
< Voltar

AA defende regularização do jogo do bicho em Minas

20/08/2002

Compartilhe

A proximidade da eleição pode servir para impulsionar projeto de lei de autoria do deputado estadual Alencar da Silveira Júnior, que tramita na Assembléia Legislativa de Minas, propondo a legalização do jogo do bicho no Estado. Não bastasse a posição favorável do petista Lula à regulamentação do jogo, vários deputados estaduais defendem a mesma medida. Um dos defensores da idéia é o deputado Anderson Adauto/PL.
Há seis anos o projeto do deputado Alencar, também radialista e jornalista, tramita na Assembléia. Entretanto, segundo o autor, espera que seja votada lei federal no próximo ano, permitindo assim a regulamentação do jogo do bicho em Minas.
“Depois de rodar por boa parte deste País, constatei que no Norte o jogo do bicho já é legalizado; que, no Sul já existe a legalização; e que em Goiânia esse jogo foi legalizado com outro nome, mas os banqueiros têm de pagar imposto”, afirmou Alencar. No projeto de sua autoria, está claro que “quem explora continuará pagando um imposto de 50% do dinheiro arrecadado para o município, e os outros 50% serão aplicados na segurança pública. Município forte, Estado sadio.”
Procurado ontem pela reportagem do Jornal da Manhã, o deputado Alencar reafirmou seu compromisso com a legalização do jogo do bicho, dos cassinos e das máquinas “off-line” em Minas Gerais e no Brasil. “Luto pela legalização do jogo do bicho, para que continuem explorando essa área. É hipocrisia pensarmos que o jogo não existe em todos os municípios de Minas Gerais e do Brasil.”
O jogo do bicho é considerado contravenção desde 1941, com a Lei Dutra. Entretanto, voltou à cena depois do escândalo ocorrido no Sul do País.
Defesa – Também procurado pela reportagem do JM, o deputado Anderson Adauto confirmou que faz coro com os deputados estaduais favoráveis à tese da legalização do jogo do bicho. Justificando, o parlamentar uberabense afirmou “ter chegado a hora de deixar o cinismo de lado e encarar esse assunto com a importância que tem.” O deputado vê na legalização uma forma de pôr fim ao pagamento de propina de bicheiros para policiais, que conforme o parlamentar, se transformou em uma realidade inconstestável. “É uma prática que conhecemos”, declarou Adauto, acrescentando que tem “servido para alimentar a corrupção na Polícia Civil e na Polícia Militar, o que temos a obrigação de evitar.”
Aliás, a necessidade de diminuir os índices de corrupção no País seria uma das razões para justificar a necessidade de legalizar o jogo. “Eu, particularmente, sou plenamente favorável à legalização”, afirmou, enfatizando que “a legalização do jogo do bicho vai ser como a lei do divórcio. Não vamos criar absolutamente nada. Vamos, apenas, regularizar para o Estado e para o bem da sociedade uma situação já existente no Brasil todo, praticada por pessoas de bem, inclusive.”
Ao final, Adauto disse acreditar na possibilidade de “encontrar saída jurídica para acabar com essa farsa, que existe e que está alimentando o coletivo, mas o individual e a corrupção, que é pior”.
Jornal da Manhã – MG