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Abertura de capital de loterias da Caixa será ainda este ano

30/01/2019

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Presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, disse que que a venda de ações das subsidiárias do banco, que incluem os segmentos de loterias, seguros, cartões e asset não dependem de autorização do Congresso

O presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, disse que a abertura de capital de pelo menos duas subsidiárias do banco deve ocorrer este ano e, até junho de 2020, serão quatro ofertas de ações ao mercado. A expectativa é que o primeiro IPO seja do segmento de loterias. Ele garantiu ainda que, além da B3, as ações dessas empresas também serão oferecidas na Bolsa de Nova York. A afirmação foi feita durante evento do banco Credit Suisse, Latin America Investment Conference, que está sendo realizado em São Paulo.

— O primeiro IPO deve ser o de loterias e já está bastante adiantado. Pelo menos dois devem acontecer este ano e até junho de 2020 a expectativa é ter quatro. Além da B3, nossa expectativa é abrir o capital dessas subsidiárias da Caixa também na Bolsa de Nova York — garantiu.

Guimarães disse que a venda de ações das subsidiárias do banco, que incluem os segmentos de loterias, seguros, cartões e asset não dependem de autorização do Congresso. Segundo ele, essas operações fazem parte de seu mandato como presidente da Caixa.

O executivo afirmou que quer atrair pessoas físicas para os IPOs dessas empresas. A ideia é vender entre 10% e 20% do capital das subsidiárias e depois fazer novas operações de vendas.

— Essas operações também têm um fator social que é aumentar a base de investidores do país — disse Guimarães.

O presidente do banco afirmou ainda que as ações de empresas que estão sob gestão da Caixa Econômica Federal em fundos de investimento, incluindo os papéis da Petrobras, serão vendidas. A Caixa tem cerca de R$ 6 bilhões em ações ordinárias da Petrobras e R$ 2 bilhões de preferenciais da petrolífera. Mas a venda desses papéis será feita em coordenação com o BNDES, que também tem ações da estatal.

— Por que vou tomar risco de Bolsa se algumas ações que temos já valorizaram muito? Muitos desses fundos têm demanda social. O ministro já deu ok para essa venda, mas o timing da operação tem que ser coordenado com o BNDES — afirmou. (O Globo – João Sorima Neto)