Agnelo: ‘Defendo que 9% da receita dos bingos vão para o esporte’

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O futuro ministro do Esporte no governo Lula, o deputado federal Agnelo Queiroz (PCdoB-DF), é um defensor dos bingos como fonte de financiamento do esporte no país. Agnelo pretende regulamentar a atividade e destinar 9% de sua renda para as modalidades esportivas. Ao contrário do que prevê o Estatuto do Desporto, aprovado numa comissão da Câmara e relatado pelo petista Gilmar Machado (MG), o ministro manterá o patrocínio de empresas estatais — como Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal — para o esporte de alto rendimento.
Agnelo Queiroz vai apoiar dois projetos do atual governo, como a MP do Desporto e o Código de Defesa do Torcedor. Mas afirma que a prioridade será desenvolver o esporte nas escolas e tratá-lo como instrumento de inclusão social.
O Estatuto do Desporto também reabre o caminho para a volta dos bingos como financiador de esportes. Qual a sua opinião sobre o assunto? Pretende regulamentá-lo?
QUEIROZ: Primeiro temos que estudar o tema. Há um vácuo legislativo com esta matéria. Estamos perdendo receita com isso. A falta de fiscalização é gigantesca. Quem devia cuidar do bingo é a Caixa Econômica Federal, uma instituição séria, que tem experiência em todo tipo de jogos, que pode ter uma fiscalização mais rigorosa. Defendo que um percentual de 9% da receita dos bingos vão para o esporte. Seria importante como fonte financiadora. Aliás, seria fundamental. A idéia é realmente retomar o bingo. (Parte da entrevista veiculada na edição do Jornal O Globo do domingo dia 29.12.02)
O Globo – Evandro Éboli – BRASÍLIA

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