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Aplicativo mobile banking para celulares

06/06/2014

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Prezados Presidentes,

Foi publicada no BNL do dia 03/06/2014 uma reportagem que me deixou espantado, assustado, e ao mesmo tempo “perdido”, por não compreender o que se passa com a nossa “permitente” (concedente), “parceira”, Caixa Econômica Federal.

Agora, a instituição disponibilizou um aplicativo mobile banking para celulares e smartphones, para que os clientes possam fazer várias transações, inclusive jogos da Mega-Sena, entre outros serviços, diretamente em seus aparelhos.

Assim, torna-se a primeira empresa brasileira a disponibilizar jogos no celular e smartphones com garantias de um banco para seus clientes.

Acredito que em meses, no máximo um ano, este aplicativo estará disponível em todos os celulares e smartphones do Brasil, e até do exterior.

Enfim: mais uma vez nossa “permitente” (concedente), “parceira”, estabelece um canal de concorrência com a sua própria rede lotérica.

Não é difícil concluir que, com esses novos serviços, nossas vendas de balcão serão seriamente reduzidas.

Paralelamente, deixou-me ainda mais preocupado associar este tipo de aplicativo aos aplicativos “pague fácil” que poderão, perfeitamente, amanhã ser nossos concorrentes também em pagamentos de contas.

Doravante, a venda de loterias (jogos), e também os serviços bancários, passam a ser portáteis e acessíveis para quem possui um celular ou smartphone (o que hoje é praticamente todas as pessoas, já que, segundo dados da Anatel, em fevereiro deste ano o número de celulares chegou a 272,72 milhões, ou seja, a “teledensidade” em fevereiro chegou a 134,97 acessos para cada grupo de 100 habitantes, fazendo do Brasil ser um dos maiores mercados mundiais de telefonia celular).

Enfim: ninguém mais precisará ir a uma casa lotérica para fazer um jogo, ou realizar qualquer serviço bancário.

A situação da rede, que já é de dificuldade e desamparo, passará a completa penúria.

O pior é constatar que esse “aplicativo” foi desenvolvido e lançado sem qualquer tipo de discussão com a categoria.

Ou seja: o que se passa com a rede lotérica, qual será seu futuro, são questões que, pelo visto, não importam para a CAIXA…

Quando a caixa propôs a venda de jogos via internet, que seriam usados apenas para os clientes da mesma, através do mobile Bank, Internet Bank, foi acordado que a Caixa iria fazer um “credito” dos jogos vendidos na casa lotérica mais próxima do cliente, ou a casa preferida do mesmo.

Mas até hoje isso não ocorreu. A Caixa vem pegando esse valor 9% e está “guardando”, não se sabe aonde ou para que finalidade.

Gostaria de dar minha opinião sobre esse assunto: quando o presidente Castello Branco atribuiu a administração das loterias federais à Caixa Econômica Federal, o fez visando credenciar pessoas físicas e pessoas jurídicas para vender esses produtos ao publico. Nunca foi pensado que a CAIXA venderia diretamente por aquela instituição financeira.

Naquela época, o único produto lotérico que existia era a loteria federal, “bilhete”, e este era vendido principalmente por deficientes físicos e por pequenos comerciantes.

Acredito, então, que a CAIXA estaria desrespeitando o Decreto Lei n. 204/1967, editada pelo então Presidente Castello Branco.

Isso é uma questão para os advogados pesquisarem e debaterem.

Mas debates e pesquisas a parte, a cada dia sabemos de mais tragédias envolvendo nossos colegas, empresários lotéricos. Tenho notícias de vários lotéricos que abandonaram suas casas lotéricas, outros estão internados com ataques cardíacos. Alguns até se suicidaram, ou pensaram a respeito…

Infelizmente, a cada dia, a cada nova notícia, os lotéricos estão perdendo toda e qualquer esperança de continuar a ter um rendimento decente para sua vida.

E ao perder a sua esperança, que é o alimento natural do sonho, o lotérico só terá uma saída: vender sua casa lotérica.

Resta saber para quem, e a que preço, diante de tantas más notícias…

A propósito, já temos informação que o valor de uma casa lotérica não é o mesmo que se praticava há um ou dois anos atrás, quando o valor praticado no mercado variava entre R$ 300.000,00 (trezentos mil reais) a R$ 600.000,00 (seiscentos mil reais), conforme a localidade e o número de terminais.

Hoje, infelizmente, estas importâncias caíram cerca de 50%.

Isso constitui uma grave perda de patrimônio.

O patrimônio de uma vida, de uma família, está sendo depreciado, correndo o risco de se exaurir, em razão de tantas medidas despropositadas e equivocadas de nossa “parceira”.

O que a CAIXA quer? Acabar com a rede?

Infelizmente, é o que parece.

Quando você sente que seu barco afundou, acha que está perdido, o que você fará para sobreviver?

Já há notícias de lotéricos que não têm feito corretamente as prestações de contas. É claro que isso não se admite, é claro que quem assim faz pode estar até cometendo um crime. É claro que ninguém incentiva esse tipo de conduta, e que isso não se justifica.

Mas sabemos que muitos crimes, tal como suicídios, ou outros atos de igual natureza, são cometidos em razão de desespero.

Quando a pessoa pensa que já perdeu tudo, qual passa a ser seu referencial de valor?

Há muito tempo venho alertando os representantes da Caixa Econômica Federal sobre o risco que correm, e acerca do fato de que essas decisões atabalhoadas vêm gerando as condições para que problemas ocorram.

Se a situação continuar no ritmo atual, a Caixa não vai precisar esperar até 2016, ou até 2018, para fazer as licitações.

Ela vai ter que começar antes, pois a classe lotérica que hoje existe não chegará até aquela data.

E somente vão participar de novos certames aqueles que forem muito desavisados, porque o “negócio loterias”, tal como está sendo conduzido pela CAIXA, está se tornando um péssimo negócio.

Sugiro uma reflexão séria de toda a categoria acerca dessa situação.

Medidas precisam ser tomadas, e rápido, ou em muito pouco tempo seremos citados como “modelos de negócio” extintos.

Abraços,

Marcelo Gomes de Araújo

Presidente do SINCOEMG

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Aplicativo da Caixa permite aposta da Mega-Sena pelo celular

A Caixa Econômica Federal disponibilizou uma nova versão do aplicativo mobile banking para celular. Com a atualização, os clientes poderão acessar suas contas por smartphones nas plataformas IOS (Iphone) e Android e ter acesso a novas funcionalidades.

Os clientes pessoa física passam a ter acesso a algumas das operações que antes eram feitas apenas pelo Internet Banking ou tablets. Dentre as novas opções, estão a contratação de empréstimos, apostas da Mega-Sena, pagamento de faturas de cartão de crédito, extrato do FGTS e de compras de cartão de débito, adesão ao SMS, entre outros.

Para os clientes pessoa jurídica, o acesso possibilita a visualização de saldos e extratos, pagamentos, investimentos, transferências, contratação de empréstimo para capital de giro e diversas consultas. Outra novidade são as contas que exigem mais de um representante para autorizar transações financeiras que agora, além de tablets, podem ser movimentadas por smartphones.

Em 2013, os clientes da CAIXA realizaram 68,4 milhões de transações por celular, movimentando R$ 2,4 bilhões. Atualmente mais de 1,1 milhão de clientes estão cadastrados para utilizar o aplicativo CAIXA. (Fonte: BNL 03/06/2014)

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Numerário

Segundo Anatel, número de celulares no Brasil passa de 272 milhões

28/03/2014 8:43:40

O número de linhas de celulares ativas no país chegou a 272,72 milhões em fevereiro deste ano. De acordo com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), houve um acréscimo de 370 mil linhas no segundo mês do ano.

A teledensidade em fevereiro chegou a 134,97 acessos para cada grupo de 100 habitantes. As linhas pré-pagas continuam sendo a maioria (77,77%) e as pós-pagas representam 22,23% do total. A banda larga móvel totalizou 110,19 milhões de acessos. Desse total, os terminais 4G somavam 1,82 milhão.

Em fevereiro, a operadora Vivo liderava o mercado, com 28,62% de participação, seguida da TIM, com 27%; da Claro, com 25,28%; da Oi, com 18,47%; da CTBC, com 0,38%; da Nextel, com 0,19% e da Sercomtel, com 0,02%. A Porto Seguro, que opera como autorizada da rede virtual, registrou 0,04% de participação no mercado. (Agência Brasil)