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Após interdição, JCB pode ser reaberto caso novas medidas sejam adotadas

06/05/2020

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O aviso de interdição no portão do Jockey Club Brasileiro

A Procuradoria Geral do Município (PGM) e o Jockey Club Brasileiro, na Gávea, iniciaram tratativa para que o hipódromo possa retomar as atividades. No domingo, foram realizadas corridas sem autorização da prefeitura. O espaço acabou interditado pela Secretaria municipal da Fazenda (SMF) na tarde de segunda-feira sob a justificiativa de que não faz parte das atividades essenciais durante a pandemia do novo coronavírus. Nesta terça-feira, o espaço continua fechado e ainda não há data para a reabertura.

Para que a Prefeitura libere as corridas, o Jockey terá que cumprir uma série de medidas, como: não ter a presença de apostadores no local e que todas as casas de apostas na cidade sejam fechadas até o fim do isolamento social. A direção do local afirma que desde que retomou as atividades segue uma série de medidas. Entre elas, medir a temperatura à distância, uso de máscaras de proteção e álcool em gel em todos os setores.

Para justificar o funcionamento, a direção do Jockey usou uma autorização do governo estadual, dada pela Secretaria estadual de Agricultura, Pecuária, Pesca e Abastecimento (Seappa), com diretrizes sobre o recebimento, acomodação e trânsito de animais nos eventos realizados, para a volta dos páreos em maio. No entanto, o Estado afirma que o documento não é válido para as disputas dos jóqueis.

No domingo, todas as corridas aconteceram sem público. Muitos jóqueis na pista, mas ninguém nas arquibancadas e nesta segunda, outras nove estavam programadas.

Inicialmente, a prefeitura afirmou que os páreos poderiam causar aglomerações nas casas de apostas da cidade e, consequentemente, fazer com que muitos apostadores fossem infectados pela Covid-19. Por outro lado, o Jockey Club afirma que as apostas estavam sendo feitas exclusivamente pela internet ou por telefone, e que durante as disputas no estabelecimento todos os protocolos de segurança – como medida de temperatura à distância, uso de máscaras de proteção e álcool em gel em todos os setores – estavam sendo cumpridos.

O Governo do Estado garante que não deu permissão para que o hipódromo voltasse com as disputas. Segundo a Seappa, cabe a ela “autorizar apenas o recebimento, acomodação e trânsito de animais nos eventos realizados pelo Jockey, visando ao bem estar deles. Portanto, após ser questionada pelo Jockey em relação à questão específica, a Superintendência de Defesa Animal não vê nenhum impedimento em relação específica à sua atribuição: sanidade animal, levando em conta que a circulação de animais não põe em risco o perigo de contágio pelo coronavírus”.

De acordo com a Secretaria, cabe ao Jockey a “responsabilidade pelo cumprimento integral das legislações vigentes, em especial quanto à obtenção das autorizações necessárias de todas as instâncias administrativas, operacionais e de saúde pública definidas quanto ao cumprimento dos requisitos estabelecidos como essenciais ao combate do Covid-19”.

A direção do Jockey Club ainda não respondeu aos questionamentos do GLOBO.

No entanto, ao “Bom dia Rio”, da TV Globo, a direção do espaço afirmou que está em contato com o município e o estado para a retomada dos páreos e que o Jockey respeita o decreto do governador. Ainda segundo o hipódromo, o objetivo das corridas é para evitar que os cavalos adoeçam.

Em nota, a PGM afirmou que a “Prefeitura do Rio de Janeiro não abre mão de impedir aglomerações. Cabe destacar, contudo, que, por meio da Procuradoria Geral do Município (PGM), há conversas com o Jockey Club Brasileiro para que, desde que sem público, sem aglomerações e sem funcionamentos de casas de apostas na cidade, as corridas de cavalo ocorram. A medida será publicada em decreto no Diário Oficial após os ajustes das tratativas”. (O Globo – Rafael Nascimento de Souza)