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Aposentado contesta informações da Caixa Econômica e pede justiça.

21/01/2003

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O aposentado Orival Silva, 80 anos, não desiste de sua luta para provar que ganhou na Mega-Sena, mas não recebeu o prêmio de quase 19 milhões de reais. Ontem, mesmo sem estar acompanhado de seu advogado, ele retornou ao prédio do Ministério Público Estadual, em Uberaba, na Rua Lauro Borges, onde foi atendido por funcionários.

Informado de que a Caixa Econômica Federal teria constatado que o bilhete do qual Orival tem apenas cópia seria resultado de adulteração fraudulenta, o aposentado – que é analfabeto – mantém sua versão e pede justiça.

Ao se deparar com a reportagem na Promotoria, Orival fez questão de esclarecer que diferentemente do que chegamos a publicar, ele teria se apresentando na Caixa como ganhador do concurso 425, no dia 30 de dezembro e não em 3 de janeiro, como constou na reportagem do JM.

Procurado na noite de ontem pela reportagem do Jornal da Manhã, o advogado Carlos Mozart Gonçalves disse que não tinha estado com seu cliente, esclarecendo que seu escritório foi procurado por Orival para finalidade única: receber o prêmio ao qual o aposentado teria direito. Entretanto, o profissional não tem data para ingressar com ação judicial. Como explicou, está procedendo a alguns levantamentos, bem como ainda terá de acertar o contrato de honorários com o aposentado que insiste ter sido ganhador do concurso 425, sorteado no dia 28 de dezembro.

Por sua vez, a Caixa Econômica Federal se posicionou oficialmente, divulgando nota onde garante que houve apenas um bilhete premiado naquele concurso e que o ganhador era de Brasília. O prêmio foi pago no dia 30 de dezembro, quando constatou-se que o bilhete premiado era resultado de um bolão do qual participaram dez pessoas.

Matéria divulgada pelo jornal Estado de São Paulo, edição do último dia 31, já detalhava tal informação com reportagem completa a respeito dos ganhadores no bolão.
Jornal da Manhã (MG) – Gislene Martins