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Bispo e padres compraram fazenda, lotérica, carros e relógios de luxo

20/03/2018

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A lotérica, localizada em Posse (GO), foi comprada pelo padre Moacyr Santana e colocada em nome de dois laranjas juntamente com bispo de Formosa (GO), dom José Ronaldo

O Ministério Público de Goiás suspeita que a quadrilha que desviava recursos da Igreja Católica de Formosa (GO) deu um prejuízo entre R$ 2,5 milhões a R$ 3 milhões em um período de três anos. Na Operação Caifás, que resultou na prisão do bispo de Formosa, Dom José Ronaldo, e quatro padres, também foram apreendidos R$ 135 mil em um fundo falso do guarda-roupa casa do monsenhor Epitásio Cardozo, além de valores em dólar, euro e peso.

O grupo é acusado de desviar dízimos, doações, taxas de batismo e casamento das paróquias da região. O MP já tem provas robustas, inclusive com escutas telefônicas autorizada pela Justiça, que o grupo comprou uma Casa Lotérica. Há também suspeita da compra de uma fazenda. Entre os presos no esquema estão os padres Mário Vieira de Brito, Moacyr Santana, e o secretário Guilherme Frederico Magalhães.

Padre é sócio oculto de lotérica comprada por R$ 450 mil

Interceptações telefônicas feitas com autorização da Justiça mostram como os religiosos presos nesta segunda-feira (19/3), no âmbito da Operação Caifás, investiam o dinheiro supostamente desviado do dízimo dos fiéis. Bens, como uma casa lotérica em Posse, em Goiás, foram adquiridos com quantias vultosas.

O estabelecimento teria sido comprado pelo padre Moacyr Santana com recursos desviados da paróquia de Planaltina de Goiás, ao custo de R$ 450 mil. “A lotérica foi colocada em nome dos laranjas Pedro e Rubinho, permanecendo o padre como sócio oculto do negócio”, diz trecho do documento que embasou o pedido de prisão, busca e apreensão feito pelo Ministério Público (MP) à Justiça.

O MP se refere a Antônio Rubens Ferreira e Pedro Henrique Costa Augusto, que também foram presos temporariamente nesta segunda, junto com o padre Moacyr. O pedido aponta ainda que o dinheiro foi desviado em 2015 e, de forma desconhecida, o religioso se apropriou da quantia.

O contador teria orientado o padre a produzir um documento ideologicamente falso, no qual declarava que tais valores, na realidade, não existiam. As conversas também incluem o monsenhor Epitácio Cardozo Pereira, de Planaltina de Goiás, que também está entre os presos.

As investigações começaram após denúncias de fiéis que relataram desvios iniciados em 2015. Em dezembro de 2017, o bispo negou haver irregularidades nas contas da Diocese de Formosa.

Procurada, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) informou que ainda está avaliando o caso e aguarda um posicionamento de sua assessoria jurídica. (Com informações do Correio BrazilienseMetrópoles)

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