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Dyogo Oliveira pode ir para o BNDES e Mansueto para Planejamento

27/03/2018

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Defensores de Dyogo Oliveira que não querem Mansueto no Planejamento estão atacando o secretário de Henrique Meirelles

Pelo desenho definido hoje no Palácio do Planalto, Dyogo Oliveira deve trocar o Ministério do Planejamento pela presidência do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Dyogo já foi consultado, mas ainda resiste em aceitar a mudança. Há, porém, um problema a definir: quem o sucederá no Planejamento.

Esse é o grande nó que Temer terá que desatar. Desde que o nome de Dyogo foi aventado para o BNDES e o de Mansueto Almeida, secretário de Acompanhamento Fiscal do Ministério da Fazenda, para o comando do Planejamento, um tiroteio explodiu entre os dois.

Defensores de Dyogo que não querem Mansueto no Planejamento estão atacando o secretário de Henrique Meirelles. Alegam que seria dar poder demais ao atual ministro da Fazenda, que vai deixar o cargo para concorrer à Presidência da República. Meirelles emplacaria seu sucessor na Fazenda, Eduardo Guardia, atual secretário executivo, e Mansueto no Planejamento.

Críticas a Mansueto

Um defensor de Dyogo garante que Mansueto não é o técnico excelente que todos apregoam. “Logo que assumiu uma secretaria na Fazenda, foi apresentada a Mansueto uma proposta para a venda da Lotex como forma de ajudar no ajuste fiscal. Cabia a secretaria de Mansueto cuidar da privatização dos jogos eletrônicos. O queridinho do mercado disse, à época, que não era possível fazer ajuste fiscal com loteria, mas tomou gosto pela pauta depois que lhe foi cuidadosamente explicado. Mas, passados quase dois anos, Mansueto ainda não conseguiu vender a Lotex”, diz.

O senador Romero Jucá (MDB-RR) também não quer Mansueto no Planejamento. Ali, alega, é território dele. Não por acaso, ele defende que, no caso de Dyogo ir para o BNDES, em substituição a Paulo Rabello de Castro, que também será candidato à Presidência da República, o comando do Planejamento seja dado ao atual secretário executivo, Esteves Golnago.

O presidente Michel Temer diz que ainda precisa ouvir mais interlocutores para fechar a dança das cadeiras na equipe econômica. Quer selar uma equipe que não provoque estresse no mercado financeiro. O Planalto, inclusive, já recebeu sinais de investidores de que não é o momento de se criar tensões em relação à política econômica. (Blog do Vicente – Vicente Nunes – Correio Braziliense)

Meirelles renunciará para concorrer à Presidência

Henrique Meirelles renunciará ao cargo de ministro da Fazenda em abril para tentar viabilizar sua candidatura à Presidência da República. Meirelles tomou a decisão na sexta-feira (23), em uma conversa com o presidente Michel Temer. “Já era a intenção dele. Acertamos nesses últimos dias”, confirmou Temer.

Meirelles indicou dois nomes do ministério para sucedê-lo na pasta: Mansueto Almeida, secretário de Acompanhamento Fiscal, Energia e Loteria, e Eduardo Guardia, secretário-executivo da Pasta.

A cúpula do MDB quer que Meirelles se filie ao partido e permaneça como uma espécie de “plano B” para o caso de Temer não conseguir viabilizar sua candidatura e desistir de entrar no páreo. Se o presidente não recuar, porém, o MDB avalia que Meirelles pode ser vice na chapa. (Veja.com)