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Boni defende a legalização do jogo no Brasil

17/11/2015

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Em correspondência enviada para Audiência Pública “Desafios e Perspectivas para Regulamentação dos Jogos”, realizada na Assembleia Legislativa de Minas Gerais na última sexta-feira(13), o empresário publicitário, empresário e presidente da TV Vanguarda, José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni voltou a defender a legalização dos jogos no Brasil com uma argumentação irrefutável.

Confira a íntegra do documento:

Rio de Janeiro 13 de novembro de 2015

Excelentíssimo Senhor, Adalclever Lopes,

Presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Minas Gerais (ALMG)

Excelentíssimo Senhor, João Alberto,

Deputado Estadual de Minas Gerais

Prezados Senhores e Senhoras, presentes na Audiência Pública “Desafios e Perspectivas para Regulamentação dos Jogos“ em Minas Gerais e no Brasil.

Envio esta mensagem para parabenizar pela realização de ato institucional sobre a necessidade de regulamentar os jogos de apostas em dinheiro administrados pela iniciativa privada, no âmbito da Assembleia Legislativa do Estado de Minas Gerais. Entendo que o debate proposto sobre o impacto da proibição do funcionamento de cassinos, bingos e de outras modalidades no Brasil, desde 1946, é importante para a sociedade. Como empresário do entretenimento e da cultura, tenho a convicção de que o veto existente inibe diretamente o desenvolvimento da Economia do Turismo e da Economia da Cultura, inviabilizando a geração de milhares de empregos. Por tanto, a proposta de regulamentação de jogos de apostas em dinheiro, hoje em pauta no Senado Federal, incluído na Agenda Brasil, e na Câmara dos Deputados, em Brasília, deve ser estadualizado. Começar este movimento, a partir de Minas Gerais é simbólico, por conta da viva memória existente da época de ouro dos cassinos de Caxambu, Araxá, São Lourenço, Cambuquira, Lambari, Águas de Contendas e Poço de Caldas. A última cidade citada entrou para a História como a “Las Vegas brasileira”.

Esta Audiência Pública pode encorajar a realização de debates semelhantes em São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Manaus e Recife, entre outras capitais, permitindo assim a manifestação direta da população sobre o tema, com apoio de seus representantes eleitos: deputados estaduais e vereadores, governadores e prefeitos. Esses atos dariam legitimidade para a ordenação legal sobre o tema, que deve ser realizado pelo Congresso Nacional.

Para o Brasil integrar-se – definitivamente – à comunidade de nações democráticas e livres, não podemos continuar a aceitar a tese de ser prática de crime contra a economia popular ou contra a segurança nacional trabalhar com o jogo de apostas em dinheiro ou ser um jogador. Essa visão deturpada valeu para o período de paranoias da Guerra Fria, hoje vivemos outro momento, quando as fronteiras eletrônicas romperam as fronteiras físicas, quando a internet garante a presença virtual de brasileiros em qualquer cassino ou bingo de Las Vegas ou de Macau, a qualquer hora do dia.

A Presidência da República, o Ministério do Turismo (MT), o Ministério de Ciência Tecnologia e Inovação (MTI), o Ministério de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e o Ministério da Fazenda (MF) já se pronunciaram sobre o tema, estão realizando levantamentos setoriais. Então, um amplo debate, em todo território nacional, com certeza vem para facilitar, em ultima instância, a elaboração do projeto do “Marco Regulatório dos Jogos”.

A média das receitas do mercado de cassinos no mundo, entre os anos de 2006-2010 foi de US$ 100 bilhões, no período 2011-2015 foi de US$ 131 bilhões. Para o Brasil foi zero. Pois, estamos fora deste mercado próspero e gigantesco.

Chegou a hora de mudar e começamos esta mudança por Minas Gerais.

Sendo o que se apresenta.

Atenciosamente,

José Bonifácio de Oliveira Sobrinho – Boni