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Casa lotérica é vítima de golpe pela internet.

25/08/2003

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Um prejuízo em torno de R$72 mil. Este foi o resultado de um golpe, através da internet, aplicado contra a Casa Lotérica Diamante da Sorte, no município de Mucugê. A lotérica pertence a Lairton Novais de Oliveira e Marinélia Paraguassu Novais. Porém, a casa ainda está em nome do antigo proprietário, Edval Luz Silva, que é prefeito de Abaíra. Por esta razão, é ele quem está fazendo as denúncias, junto ao Ministério Público e aos veículos de comunicação.

 

Adval Luz conta que no dia 14 último, Marinélia Novais recebeu um telefonema de um homem, que se identificou como Paulo, funcionário da GTECH, empresa prestadora de serviços aos computadores da casa lotérica, informando que dois programas do computador da empresa comercial estavam com vírus. Na operação, ele teve acesso às senhas e aos números dos cartões pré-pagos de telefones celulares.

 

Por telefone, o suposto funcionário pediu a Marinélia que seguisse as orientações dadas por ele para retirar o "vírus" dos programas, numa operação que durou seis horas, tendo sido iniciada às 15h e encerrada às 21h do dia 14. Durante este período o internauta aplicou o golpe com o programa pré-pago relativo aos cartões de recargas de telefones celulares das empresas Oi e Telemig e também da Vésper, alegando que era necessário retirar o vírus para o sistema não parar de funcionar. Quando o sistema ficou fora do ar, às 21h, o internauta garantiu que os serviços da Telemig estavam concluídos, prometendo retornar no dia seguinte para analisar as prestadoras Vésper e Oi.

 

No dia 15, outro suposto funcionário da GTECH identificado como Henrique, prosseguiu com as orientações, determinando as ações que ela deveria fazer na tela do computador. Edval Luz esclarece que Marinélia em qualquer momento desconfiou do golpe, pois os supostos funcionários demonstraram profundo conhecimento do sistema e a GTECH possui dois prepostos de prenomes Paulo e Henrique. Ela só desconfiou ao final do dia 15, quando estranhou a demora de mais de 24 horas em conexão com o sistema da lotérica, decidindo não passar mais as informações.

 

Ao ligar para a GTECH para obter esclarecimentos sobre o serviço, Marinélia foi informada pela própria empresa que não houve qualquer contato, seja por telefone ou internet, com a lotérica. Para sua surpresa, logo após a ligação, recebeu um telefonema anônimo em que a pessoa do outro lado da linha passava os detalhes de sua conversa com a GTECH. Há suspeita de que o telefone da lotérica esteja grampeado.

 

O golpe foi informado às prestadoras Telemig e Vésper, que garantiram ter cancelado os cartões. Já no caso da Oi, Edval e os novos donos da casa lotérica, não conseguiram informar a situação, pois a prestadora só atende em sistema eletrônico, não oferecendo opção para o atendimento personalizado. O caso também está sendo encaminhado à Caixa Econômica Federal (CEF) e ao Ministério Público para investigação.

Correio da Bahia – BA