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Cassinos de Las Vegas apostam na internet

05/12/2002

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Las Vegas é uma cidade consumida pelo jogo. Atrás das fachadas iluminadas dos cassinos, há dúzias de maneiras de dar vazão a essa obsessão.
Nos últimos anos, a tecnologia vem ajudando a ampliar essa oferta de forma cada vez mais inventiva.
Apesar disso, as grandes corporações que controlam os cassinos de Las Vegas vinham relutando em abraçar o mundo do jogo na internet.
“Muitas empresas por aqui não estão acostumadas aos desafios de operar on-line”, disse Anthony Cabot, um advogado especializado em legislação de jogo.
Cyber cassino
“O segundo maior desafio é de ordem legal”, acrescentou.
O jogo na internet é proibido nos Estados Unidos, mas um dos maiores grupos de entretenimento de Las Vegas, o MGM Mirage, lançou um desafio aos rivais e aos órgãos que regulam o jogo no país.
Cansado de ficar parado enquanto prolifera o jogo na internet, o grupo decidiu criar seu próprio cassino cibernético fora da jurisdição dos Estados Unidos.
Após dois anos de planejamento, o empreendimento foi inaugurado na Ilha de Man, que pertence à Grã-Bretanha e fica perto da costa da Inglaterra.
O site oferece vários tipos de jogos, que o usuário pode jogar por puro divertimento. Apostas em dinheiro são permitidas apenas a cidadãos de alguns países europeus.
Para manter os americanos fora, a MGM criou um sistema que monitora os locais de onde o usuário está apostando.
“Temos 99.9% de certeza de que o sistema é capaz de identificar qualquer pessoa abaixo da idade legal ou que esteja jogando de lugares onde o jogo on-line é proibido”, disse o representante da MGM Mirage Online, Bill Hornbuckle.
Aposta arriscada
Apesar de tanta auto-confiança, a MGM está apostando alto, e correndo grandes riscos, ao decidir criar seu cassino on-line.
Se ganhar, a corporação vai abocanhar uma fatia de um bolo avaliado em US$ 3.5 bilhões. Se perder, o grupo corre o risco de ter sua reputação arranhada e seu futuro ameaçado.
David Strow, o representante da operadora de cassinos Harrah’s Entertainment, rival da MGM, disse que para funcionar, cada operadora tem de obter uma licença de um Estado americano.
“A licença é vista como um privilégio, não um direito”, disse Strow. “Se formos pegos violando leis estaduais ou federais relacionadas ao jogo na internet, eles têm o direito de tomar nossas licenças. Em outras palavras, poderíamos perder o direito de operar nossas propriedades”, concluiu.
A MGM diz que está consciente dos riscos que está correndo.
”Alguém tem de tomar a iniciativa. E nós acreditamos que pode dar certo”.
Site da BBC – Richard Taylor