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Cassinos de Macau perdem mais de um terço das receitas

14/05/2015

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As receitas dos cassinos de Macau caíram 36,6% no primeiro trimestre deste ano para 64,7 bilhões de patacas (7,62 mil milhões de euros), segundo os dados divulgados pelos Serviços de Inspecção e Coordenação de Jogos.

As receitas dos cassinos estão caindo desde junho de 2014, mas a importância do setor no contexto regional, e até mundial, não está em causa, pelo menos a curto prazo, consideram analistas do mercado. Muhammad Cohen, especialista de jogo da Inside Asian Gaming, defendeu em declarações à agência Lusa que “as quedas [nas receitas] não parecem estar a ter qualquer impacto nas políticas ou no investimento”. Num artigo recente divulgado pela agência AFP, é destacado, por um lado, que Macau conquistou o maior “quinhão” de US$ 44 bilhões (40,7 bilhões de euros) – dos US$ 80 bilhões (74,0 bilhões de euros) que o setor do jogo gera a nível mundial.

Na comparação com outras jurisdições importantes, a agência de notícias refere que Las Vegas arrecadou receitas de US$ 6,3 bilhões (5,8 bilhões de euros), e Singapura de US$ 6 bilhões (5,5 bilhões de euros).

Macau é o único local da China onde o jogo em cassino é permitido, apesar de estar sentindo agora os efeitos da campanha de combate à corrupção lançada pelo presidente chinês, Xi Jinping, do arrefecimento da economia chinesa e ainda do maior controle dos fluxos de capitais entre a China e o exterior, cujo limite diário por pessoa é de 20 mil yuan (2.295,4 euros). Para DS Kim, analista do mercado de jogo na Ásia da JPMorgan Chase & Co., “as Filipinas, Singapura ou Coreia do Sul não vão necessariamente se beneficiar da queda das receitas em Macau”. “O domínio de Macau não está ameaçado num futuro próximo”, afirmou à AFP.

Opinião idêntica tem Rommel Rodrigo, analista do Maybank Kim Eng Holdings Limited, que considera que “o alegado desinteresse (dos chineses) pelos cassinos em Macau em favor dos cassinos filipinos é exagerado”. Além disso, depois de uma fase de arrefecimento ao longo de 2015, recolocando os valores das receitas brutas a níveis de 2011, os analistas estimam o regresso ao crescimento das receitas em 2016.

Mas, como referiu à agência Lusa José Isaac Duarte, economista em Macau, esse crescimento não será ao mesmo nível que anteriormente. (Agência Lusa – IOnline)