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CEF e Nossa Caixa se desentendem por causa de loteria.

24/10/2003

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Depois de reclamar da exclusividade, assegurada em lei, às instituições federais para uso dos recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) nos financiamentos destinados à baixa renda, o presidente da Nossa Caixa, Valdery Albuquerque, agora diz estar sofrendo boicote por parte da Caixa. O motivo da discórdia desta vez é a loteria da Cultura, lançada pelo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, para financiar projetos culturais no Estado, e proibida de ser comercializada na rede de lotéricos da Caixa.
Na semana passada, os lotéricos que estavam vendendo o produto receberam uma carta da Caixa proibindo a venda da loteria da Nossa Caixa. Na carta, a Caixa diz que eles "somente podem comercializar, intermediar, distribuir e divulgar outra modalidade de sorteio ou loteria, ou quaisquer jogos de azar, ainda que legalmente permitidos, com autorização da Caixa" e destaca que "a venda da Loteria instantânea do Estado de São Paulo (raspadinha da Nossa Caixa), nas unidades lotéricas, não está autorizada".

Segundo o superintendente Nacional de Loterias da Caixa, Paulo Campos, a decisão de não autorizar novos convênios para a venda de outras loterias criadas pelos governos estaduais foi tomada no ano passado em função de ações que tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF). "Existem mais de 9 ações contra a criação de loterias estaduais", afirma. "O entendimento da Caixa é o mesmo do Ministério Público em que somente a União tem autorização para explorar jogos de azar e o faz por intermédio da Caixa", argumenta. 

Agência Estado (SP) – Sheila D’Amorim