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China dá um passo para a liberalização dos jogos de azar

17/04/2018

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A China vai facilitar as corridas de cavalos e o desenvolvimento da loteria esportiva na ilha de Hainan, um passo para a liberalização dos jogos de azar, até agora proibidos no país. O governo de Pequim deseja transformar a província insular de Hainan, no sul da China, 240 km ao leste da costa do Vietnã, em um destino turístico internacional.

Com este objetivo, a China autorizará as corridas de cavalo, a loteria esportiva e as atividades náuticas, segundo um plano de desenvolvimento de Hainan revelado pela agência oficial Xinhua.

Os jogos de azar, assim como os cassinos, são proibidos na China continental e o governo aumentou a pressão nos últimos anos com uma campanha contra a corrupção.

A loteria pública, no entanto, está autorizada com o objetivo de desenvolver o esporte ou melhorar as condições de vida dos deficientes ou órfãos, entre outros.

O desenvolvimento da indústria do jogo em Hainan poderia criar uma competição com Macau, território chinês onde os jogos de azar estão autorizados. Macau, ex-colônia portuguesa devolvida a China em 1999, mas que tem ampla autonomia, se tornou a capital mundial dos cassinos, superando inclusive Las Vegas. (Yahoo Notícias – Fonte AFP)

Comento: fortes avanços

O site Casino-Review veicula reportagem que “Hainan está pronta para impulsionar a indústria de cassinos com a aprovação de Xi”. Segundo o portal antes de uma visita do presidente Xi Jinping a ilha para falar no Fórum Boao da ilha, os principais investidores de Hainan alertaram que a China está perdendo receita com jogos. Relatórios de fevereiro do grupo de reforma do partido de Xi considerou jogos online e apostas esportivas em Hainan o que levou os investidores a considerar o movimento como o primeiro passo em direção a uma indústria de cassinos.

Atualmente, Hainan é o destino de apenas 1% de 5 bilhões de viagens domésticas feitas anualmente, levando o governo de Hainan a encomendar oito acadêmicos para preparar um estudo a favor do início do turismo de jogo na região.

“Você não pode impedir os chineses de apostar”, disse Pei Guangyi, um dos estudiosos. “É a melhor solução para garantir que o capital estrangeiro ou privado não lucre excessivamente com isso”.