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Codesc destrói 333 caça-níqueis.

18/12/2003

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A Companhia de Desenvolvimento do Estado de Santa Catarina (Codesc) destruiu ontem, na Capital, 333 máquinas caça-níqueis que funcionavam irregularmente. A Codesc anunciou ainda a suspensão, por um período de 90 dias, para a liberação de novas promoções e também do Certificado de Registro de Funcionamento (CRF).
O objetivo é reduzir o número destes equipamentos no Estado – 14 mil máquinas funcionam regularmente. As moedas foram retiradas e doadas ao Lar Recanto do Carinho. Os fiscais chegaram a detectar quatro máquinas caça-níqueis com laudo da UFSC que mesmo assim fraudavam o apostador, pagando 55% das apostas e não 85%, como é previsto na lei.
Diário Catarinense (SC)

 

Suspensas autorizações para caça-níqueis.
Codesc aguarda regulamentação federal, que deve sair em 90 dias.
Florianópolis – A Companhia de Desenvolvimento do Estado de Santa Catarina (Codesc) anunciou ontem a suspensão de novas autorizações para bingos, videoloterias e jogos eletrônicos nos próximos 90 dias. O objetivo é aguardar a regulamentação federal, que está sendo discutida por uma comissão interministerial, e assim evitar prejuízos e ações judiciais. Mais de 300 máquinas caça-níqueis irregulares apreendidas pelos fiscais da Codesc foram destruídas ontem, na Capital. Em 2003, o número de máquinas apreendidas no Estado passa de 4,1 mil.
O diretor de Loterias e Desenvolvimento do Deporto da Codesc, Aroldo Boschetti Soster, informou ainda novas restrições na regulamentação das máquinas caça-níqueis. "Vamos restringir os locais onde estes equipamentos funcionam, liminar o número de máquinas por estabelecimento e substituir os selos de autorização", disse Soster. Com a nova regulamentação, as máquinas não poderão ser instaladas a menos de 200 metros de qualquer escola, em postos de gasolina, farmácias ou bancas de revistas.
Outra nova medida é a limitação de três a cinco máquinas por estabelecimento. Mesmo assim, os caça-níqueis terão que ser colocadas num recinto reservado. O objetivo é reduzir a exposição e tornar os jogos menos atrativos, principalmente para adolescentes. Os selos que garantem que a máquina foi vistoriada e autorizada também serão substituídos por novos, contendo uma numeração de série e o nome da empresa que obteve a autorização, para evitar falsificação.
As 333 máquinas destruídas ontem num depósito de lixo da Prefeitura de Florianópolis foram apreendidas entre setembro e novembro deste ano. Mais de 800 já haviam sido trituradas este ano e outras 3 mil estão em depósitos da Codesc. O laudo, feito por técnicos da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) por meio de convênio, atesta uma premiação de 85% do que a máquina arrecada, conforme exige a lei. Algumas pagavam apenas 55%. Além das apreensões, duas empresas tiveram o credenciamento cancelado, por reincidência.
As moedas e fichas retiradas das máquinas apreendidas foram doadas ontem ao Lar Recanto do Carinho, abrigo que cuida de crianças filhas de portadores do HIV, o vírus da Aids. A entidade recebeu R$ 5 mil em moedas e R$ 9 mil em fichas (que serão trocadas por dinheiro pelas empresas). Com o dinheiro arrecadados com os jogos, a Codesc repassou este ano R$ 3 milhões para projetos nas áreas de esporte, social, cultural e hospitais.
Jornal A Notícia (SC) – Site do MP de SC