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Congresso dos EUA discute funcionamento de cassinos on-line

17/06/2002

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O projeto de acabar com os cassinos on-line, que circula no Congresso dos EUA, foi enfraquecido. Oponentes alegam que a medida interfere na vida privada dos usuários e cria um excesso de regulamentação na rede mundial de computadores.
O debate, promovido pelo Comitê Judiciário da Câmara, mostrou que será muito difícil banir os sites de jogos não regulamentados sem afetar as empresas estabelecidas do setor.
O deputado republicano de Massachusetts Barney Frank questionou se o governo deve mesmo regulamentar algo que os adultos escolhem fazer voluntariamente. “Se os cidadãos norte-americanos querem jogar, vamos deixá-los jogar”, afirmou o político.
Pela segunda vez, o comitê teve de prolongar o período de discussões e adiar a votação da lei que regulamentaria o setor, que já conta com cerca de 1.500 serviços de jogos e arrecadará de US$ 5 bilhões a US$ 6,4 bilhões no ano que vem.
A lei foi proposta por Bob Goodlatte, deputado republicano da Virgínia. Uma lei semelhante, apresentada por Goodlatte em 2000, foi rejeitada pelo Congresso norte-americano.
De acordo com a nova proposta, os Estados norte-americanos teriam poder de lei para fechar sites e suspender pagamentos feitos com cartões de crédito.
A lei frustraria os planos dos cassinos de Nevada —Estado onde fica a cidade de Las Vegas— para criar sites aprovados pelo Estado.
Um dos problemas da liberação dos cassinos on-line, segundo Goodlatte, é que é virtualmente impossível de se provar que o usuário seja maior de idade.
Agência Reuters, em Washington (EUA)