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Dono de lotérica explica polêmica do bolão e isenta o estabelecimento de qualquer responsabilidade

26/02/2019

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Na manhã desta segunda-feira (25), o Programa Toninha Campos, da Caçula FM, recebeu o dono da lotérica “Caminho da Sorte”, Enio Rodrigues Xavier e Aldo Moreira, um dos jogadores no grupo que acredita ter sido vencedor no concurso. Após a polêmica do bolão onde 10 pessoas foram contempladas, mas não receberam o prêmio, tanto Ênio quanto Aldo afastaram a responsabilidade da lotérica neste caso

Ênio disse ter ficado muito feliz em ter dado o prêmio, mas disse também estar triste por tudo o que está acontecendo. “É uma coisa que foge da nossa ossada”. Segundo ele, o bolão é preparado na própria lotérica, com diversas cotas. As pessoas passam no local e compram a cota com os mesmos números, levando para casa um comprovante original.

“Crio o jogo no volante, desse volante eu levo ele para máquina e gero o bolão”, explica o dono da lotérica. “Estão dizendo que a lotérica quem fez o jogo e então foi a lotérica que errou. Mas nós não temos nada a ver com isso, nem a Caixa”, disse.

Quando é criado um jogo com 13 números, por exemplo, cada uma dessas cotas recebe uma numeração própria: 1/13, 2/13 e assim sucessivamente até a de 13/13. Cada pessoa que compra uma dessas cotas fica com um comprovante da Caixa para, no caso de ganhar, conseguir retirar o prêmio.

De acordo com o entrevistado, cerca de 10 pessoas compraram um bolão de um terceiro, e como garantia da adesão, os jogadores receberam um comprovante com o número do suposto jogo assinado pelo vendedor como comprovação do acordo firmado.

Outro entrevistado, Aldo Moreira, disse que compra há mais de 10 anos com o “amigo” e esclareceu que é necessário desvincular o problema do grupo com a Lotérica. “A lotérica vendeu a cartela de número 8, de 15 jogos (8/15)”, explicou.

O grupo acredita que o jogo escolhido foi o sorteado da Dupla Sena no concurso 1898, onde 15 pessoas de Três Lagoas (MS) ganharam um pouco mais de 1,1 milhão cada. Entretanto, em uma reunião realizada para esclarecer os fatos, o vendedor alegou que o jogo que foi premiado não foi o adquirido pelo grupo, mas sim outro que fez com a própria filha.

“Ele deveria ter mostrado nossos jogos e mostrar a cartela corrigida dizendo que não ganhamos, mas que ele ganhou com uma cartela particular. Não foi o que ele fez”, disse Aldo. Segundo ele, possuem foto do recibo do depósito em nome do autor, no valor total da cota. (Rádio Caçula – Deyvid Santos – Três Lagoas – Mato Grosso do Sul – assista ao vídeo da entrevista)