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Eleição da nova diretoria da Associação Brasileira de Loterias Estaduais será uma nova etapa na história da entidade.

19/02/2004

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Durante a Assembléia Geral da  Able, a nova diretoria, fortalecida pelo ingresso de novos associados, deu claras demonstrações de mudança na postura da entidade.
A Associação Brasileira de Loterias Estaduais reuniu no último fim de semana (12 e 13.02), no Hotel Tambaú, na Paraíba, 15 dirigentes das loterias estaduais para eleger a nova diretoria da entidade para o próximo biênio (2004/2005). Estiveram presentes ao evento  Adauri da Silva Gomes da Loteria do DF, Aroldo Soster da Lotesc, Astrogildo Lima da Lotesul – Mato Grosso do Sul, Carlos Henrique Maranhão da Lotins, Hermes Coutinho da Lotepe, Inácio Barros – Loteria Mineira, Jailton Paulo Naves da Leg, José Alfredo Petry da Lotergs, José da Rocha Girão da Lotece, José Madeira da Loterj, Marcos Amorim e Francisco Cerqueira da Lotep, Marcos Eiró da Loterpa, Roberto Rabello da Lotepa, Ronaldo dos Santos da Loteal e Said Mohamed da Lotoro – Rondônia. Os representantes dos estados do Paraná e São Paulo não compareceram a Assembléia Geral.
Ronaldo dos SantosO superintendente da Loteria da Paraíba, Roberto Rabello, foi eleito presidente da Associação Brasileira de Loterias Estaduais, através de chapa única, através de um grande acordo colocando fim na administração do cearense José da Rocha Girão, que esteve à frente da entidade durante de três mandatos consecutivos, ou seja, seis anos. Roberto Rabello será o quarto presidente da Able, cargo antes ocupado também por José Geraldo Machado (RJ) e Pedro Pacheco (RS). A nova diretoria eleita da Associação é composta pelo presidente Roberto Rabello (PB), 1o vice-Presidente José Petry (RS), 2o vice-Presidente  Astrogildo de Lima (MS). O  Conselho Fiscal terá como presidente Aroldo Soster (SC) e como membros Inácio Barros (MG) e  Marcos Amorim(PI). O cargo de suplente será ocupado Said Mohamed (RO). Durante a Assembléia foi criado o Conselho Consultivo, que terá a presidência de José da Rocha Girão (CE) e na vice-presidência do Conselho José Madeira (RJ). Foi aprovada também a criação de um Conselho Técnico, que será ocupado por profissionais do mercado lotérico. Outra decisão da reunião foi a criação de um grupo de trabalho para reformular o Estatuto da Able.
Roberto Rabello, agradeceu a participação dos dirigentes na Assembléia e pediu que os representantes se mantivessem unidos para o enfrentamento dos desafios que as loterias estaduais terão que enfrentar, como as nove Ações Diretas de Inconstitucionalidades que tramitam no STF, a questão da criação de uma legislação federal para os bingos, eventualmente excluindo as loterias estaduais dessa regulamentação e os novos problemas advindos das denúncias da revista Época. 
Na manhã da sexta-feira (13.02), os dirigentes tomaram conhecimento da reportagem da revista Época pelo editor do BNL, jornalista Magnho José, que em seguida proferiu palestra sobre o andamento das Ações Diretas de Inconstitucionalidade, que tramitam no Supremo Tribunal Federal.
Uma das principais decisões da Assembléia, foi que todos os Estados que têm loterias estaduais e a Associação Brasileira de Loterias vão participar das Adins do STF como “amicus curiae”. 

Entrevista exclusiva com o Presidente da Able.

A convite de Roberto Rabello, o BNL esteve presente pela primeira vez, em uma eleição da Able. Todos os indicadores nos levam a crer que a entidade ganhou vida e terá uma nova fase com a atual diretoria. O superintendente de Loteria da Paraíba é um político habilidoso e articulado politicamente. Durante toda a programação social do evento, os dirigentes das loterias tiveram companhia de vários parlamentares paraibanos.
No último domingo, mesmo depois da crise provocada no mercado lotérico pela reportagem da revista Época, Roberto conversou com o BNL sobre assuntos como as denúncias da revista contra um ex-presidente de uma loteria estadual, sobre a articulação que garantiu a eleição da diretoria, a nova postura da entidade, as Ações Diretas de Inconstitucionalidades contra as loterias estaduais, a regulamentação dos bingos e até mesmo sobre possibilidade de criação de uma loteria nacional operada pela Able. Confira!
BNL – O senhor toma posse como presidente da Associação Brasileira de Loterias (Able) depois de um período de seis anos de mandato de José da Rocha Girão. Como será esse início de sua administração?
Roberto Rabello – Vejo como um grande desafio. Nós queremos renovar a Able de uma forma completa, mas ao mesmo tempo eu percebo que o momento é muito complicado em função das denúncias que apareceram na semana passada envolvendo um auxiliar do ministro José Dirceu. Mas ao mesmo tempo nós entendemos que as denúncias devam ser apuradas e os culpados punidos. Mas também percebemos que o fato foi amplificado para atingir o ministro da Casa Civil, não eximindo a culpa daqueles que cometeram algum tipo de delito, mas notadamente tem uma ação política por trás dessas denúncias. A Able não admite de forma alguma que esse epsódio venha macular o nome das diversas loterias do país por conta de um ato isolado de um ex-dirigente de uma loteria, no caso do Rio de Janeiro.
BNL – O senhor acabou de assumir a presidência da Associação em um momento muito complicado e ainda não teve tempo para planejar as suas ações. O senhor já tem alguma decisão para curto prazo?
Roberto Rabello –  De imediato nós estamos preocupados em receber nessa semana toda a documentação da Associação, inclusive para tomarmos conhecimento de algumas ações de interesse da Able, que é o caso do 0900, entre outros assuntos, mas só depois de tomarmos conhecimento da situação da Associação é que podermos definir um planejamento a longo prazo com os companheiros da nova Diretoria.
Mas temos também uma outra linha de trabalho imediato e já estamos procurando uma sala em Brasília, para instalarmos uma "Representação da Able" na Capital, já que até então nós não tínhamos ninguém para dar acompanhamento nos assuntos de interesse da Able em Brasília. Espero no máximo em oito dias já está funcionando com essa "Representação". Vamos também procurar dinamizar e fazer uma Able atuante e participativa, procurando soluções para os problemas dos seus associados.
BNL – O senhor tem conhecimento que tramitam no Supremo Tribunal Federal nove Ações Diretas de Inconstitucionalidade contra as legislações de loterias estaduais. Como a Able pretende atuar contra essas Adins?
Roberto Rabello – A Able já entrou em duas dessas ações, na do Rio Grande do Norte e na do Distrito Federal como amicus curiae e após o Carnaval a Associação vai entrar em todas as outras ações existentes. Recomendamos e vamos insistir para que todas as loterias dos estados, através de suas procuradorias, também entrem com esse expediente. Não é uma loteria que será atingida, basta uma decisão contrária as legislações existentes, para que todas loterias sejam penalizadas, bastando para isso que o STF aceite essa tese equivocada do Ministério Público sobre a matéria.
BNL – Existe atualmente um Grupo de Trabalho Interministerial nomeado pelo Presidente Lula, para estudar uma legislação para os bingos no Brasil pela falta de uma regulamentação federal para o setor. Como a Able encara esse trabalho sobre os bingos e como a Associação poderá atuar sobre essa questão?
Roberto Rabello – A Able vai voltar a procurar a Casa Civil da Presidência da República, inclusive nós estranhamos porque quando foi formado o Grupo de Trabalho, de imediato a Able pediu participação no Grupo conforme o Decreto do Presidente da República permitia, a Able não obteve resposta no período e para surpresa nossa tomamos conhecimento que tinha havido a primeira reunião. Em seguida fizemos gestões em Brasília e conseguimos pelo menos entregar um Memorial para o GTI, mas vamos voltar ao tema, pois temos receio que haja uma incursão para excluir as loterias estaduais da regulamentação federal para a loteria de bingos. Acreditamos que a Caixa não tem condições de fiscalizar todos os municípios dos Estados os bingos e pode voltar a acontecer o que foi observado num  passado recente, inclusive com acusações de algumas casas com suspeita de lavagem de dinheiro, exatamente porque falta fiscalização. Acreditamos que os Estados, através de suas loterias estaduais oferecem mecanismos muitos mais eficazes de controle, já que estão presentes em todas os recantos do seu território. Por isso, estaremos procurando o ministro José Dirceu para mostrarmos a importância das loterias estaduais estarem participando desse processo de regulamentação.
BNL – O senhor foi eleito no último fim de semana como presidente da Able e o que a reportagem do BNL percebeu durante a eleição na Paraíba, foi que além de ter sido eleito por unanimidade, o senhor conseguiu atrair novos associados para a Able, ou seja, o senhor acredita que a sua eleição vai fortalecer e aumentar a representatividade da Associação?
Roberto Rabello – Com certeza sim. A eleição da nova diretoria não foi uma ação isolada minha. Foi de grupo que existia dentro da Able, que desejava renovar a instituição. Recebemos novos associados como a Loteria do Distrito Federal, Piauí e Pernambuco. Loteria que estava afastada como Goiás e nos próximos dias vamos procurar as outras, que porventura estavam afastadas. Quanto maior a união nesse setor, maior será a representatividade da Able. Quanto a  unanimidade observada na eleição, foi a necessidade de mudança e uma vontade de novos tempos para a Associação.
BNL – Existe a intenção da Associação em aglutinar algumas loterias e produzir um jogo de abrangência nacional?
Roberto Rabello – Com certeza. E já começamos inclusive a conversar com a Loteria Mineira, Loterj e outras loterias, já com a possibilidade de produzirmos um modelo para operarmos com duas ou três loterias como teste. Dando certo estenderemos para as outros estadoscomo um jogo da Able e das loterias estaduais. Portanto, existe esse desejo e durante a Assembléia do último fim de semana, já demos largada nesse projeto.
BNL – Mais alguma coisa?
Roberto Rabello – Pedir a benção de Deus para a nova Diretoria da Able, principalmente, para essa nova empreitada recheada de muitos desafios.