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Em março, corridas da Gávea serão transmitidas para França

09/01/2019

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As imagens do hipódromo carioca, um dos mais belos do mundo, para o exterior, sobretudo para Paris

A próxima grande atração da parceria entre o Jockey Club Brasileiro e a agência internacional de apostas, PMU, será a transmissão dos páreos da Gávea para a França, segundo me informou uma fonte ligada a diretoria do clube hípico. Sem dúvida, a concretização deste projeto, com início previsto para o dia 30 de março de 2019, pode ser considerado um autêntico gol de placa para a atual administração do turfe carioca. Além da paixão, e da tradição dos franceses no turfe internacional, a diferença da moeda, do Euro para o Real, seria enorme incremento no Movimento Geral de Apostas do Rio de Janeiro. E, também, tal iniciativa funcionaria como aumento expressivo do prestígio e da visibilidade do turfe brasileiro junto à comunidade turfística internacional.

As imagens do hipódromo carioca, um dos mais belos do mundo, para o exterior, sobretudo para Paris, cidade que recebe turistas de todo mundo, pode significar um maior intercâmbio do nosso turfe com as entidades de outros países tradicionais no esporte. Hoje em dia, as transmissões dos páreos cariocas para os Estados Unidos, Chile e até Inglaterra, já tem sido de enorme valor para manter a saúde financeira do turfe carioca. E com a chegada do simulcasting com o turfe francês aumenta também, o otimismo dos proprietários de puros-sangues no Brasil de que os prêmios possam ser melhorados de forma mais expressiva e coerente. Os cofres do JCB estão abarrotados com a grana do simulcasting internacional. Está na hora desta vitalidade financeira gerar benefícios para os donos de cavalos da Gávea. A melhora das dotações também melhoraria as condições dos profissionais de turfe, treinadores, jóqueis e cavalariços, todos eles comissionados.

Aliás, este é um tema bastante interessante. O valor da taxa de montaria no turfe carioca atualmente é de apenas R$ 40,00. Ou seja, um jóquei arrisca a sua vida, a mais de 60km por hora, equilibrado na ponta dos estribos, em cima de cavalos que pesam em média meia tonelada, por este valor ridículo. Um garoto talentoso, como o aprendiz Bruno Queiroz, por exemplo, despencou do dorso da égua Divina Moça, no último domingo, e evidentemente, ela não se colocou. Ou seja, ele poderia ter sofrido alguma consequência grave. Graças a Deus isto não aconteceu. Porém, no seu contracheque, vai aparecer a quantia de R$ 40,00, suficiente apenas para ele fazer um lanche no Bob’s ou no Macdonald. Este foi o preço da agonia e dos momentos de incerteza de sua família depois que ele caiu no chão. Muito pouco. Absurdo.

Outro tema interessante é suspensão ou multa para os jóqueis que cometem delitos de raia. Conversei esta semana com o presidente da Comissão de Corridas, Calos Beloch, e ele me disse que esteve reunido com os jóqueis, inclusive com a presença de suas principais lideranças. Mas a discussão não chegou a um consenso. Segundo o dirigente, ele permitiu inclusive, que cada um dos pilotos fizesse a sua opção individual, ou de aceitar as punições, ou de transformá-las em multas, para não prejudicar proprietários, treinadores e turfistas, que evidentemente são prejudicados com a ausência eventual das principais estrelas da companhia.

O que parece óbvio, neste caso, é que para os jóqueis mais conceituados as multas são a melhor opção. E, para os profissionais que montam menos, as multas seriam pesadas, por que eles não atuam em um número de páreos suficiente para faturar com prêmios de vitória, colocações e taxas de montaria a quantia necessária para pagar possíveis multas. É um caso complicado e ainda não se chegou a uma decisão definitiva. Nem mesmo com a atitude democrática de Carlos Beloch de convocar a reunião com os pilotos na Sala da Comissão de Corridas e deixar por conta deles próprios deliberar pela melhor opção de cada um. (Páreo Corrido, por Paulo Gama – Raia Leve)