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ESPECIAL: 60 anos sem cassino no Brasil

30/04/2006

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Domingo, dia 30 de abril, completam 60 anos do Decreto-Lei  9.215 de 30.04.1946  ‘induzido’ pelo ministro da Justiça, Carlos Luz  (que desejava ser governador de Minas Gerais), pelo Cardeal Arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Jayme de Barros Câmara  e pela mais forte "indutora", Dona Carmela  ‘Santinha’ Dutra, esposa de quem decretava, o presidente Marechal Eurico Gaspar Dutra.
“Eram 11h quando o diretor do Cassino do Copacabana Palace, meu saudoso amigo José Caribé da Rocha dirigiu-se à mesa de roleta, cercada de apostadores, amigos e funcionários e disse: ‘Senhoras e Senhores, façam suas apostas para a ultima rodada de roleta no Brasil! Gira o cilindro, solta a bolinha de marfim e com lágrimas e voz embargada pela emoção, canta: preto, 31!’ Como Caribé da Rocha, a partir daquele momento cerca de 50.000 pessoas estavam desempregadas no Brasil de 1946.”, comenta Ciro Batelli para o BNL.
Segundo Batelli, ex-presidente de Honra do Comitê Pró-Legalização dos Cassinos no Brasil, “guardando as devidas proporções da população na época, nota-se o enorme volume de desempregados desde então”.
Ciro comenta que 60 anos depois, a historia parece querer se repetir, pois desejam  fechar os bingos em vez de regulamenta-los e, jogar na sarjeta, milhares de trabalhadores e atirar na falência centenas de investidores do ramo de entretenimento.
“Tudo em nome da mesma hipocrisia, da mesma falsa moral. Só não sabemos quem é a ‘Dona Santinha’ da vez”, comenta Batelli.

Ciro aproveita para mais um comentário político sobre o tema: “Não adianta chorar onde não existe o bom senso e a razão. O Carlos Luz perdeu a eleição para o governo de Minas Gerais e a roleta nunca deixou de rodar no Brasil! Tristes 60 anos!”, finalizou o empresário.