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Eternamente Didimo, campeão do GP Brasil (G1) 2012

06/08/2012

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Didimo acaba de escrever mais uma página gloriosa da história do turfe brasileiro, ao vencer de forma espetacular o Grande Prêmio Brasil (G1) de 2012. Tratado como um dos mais cotados desde a liberação do campo da prova magna do turfe brasileiro, Didimo confirmou na pista de uma maneira inesquecível tudo o que se espera de um animal fora-de-série. Entrou esfuziante na pista, fez um cânter impressionantemente lindo, correu como um verdadeiro craque e imortalizou seu nome ao lado de animais como Gualicho, Helíaco, Farwell, Narvik, Tirolesa Much Better,…

O desenrolar da carreira mostrou um Fera do Nenem muito veloz e fazendo o train da carreira, seguido por Doctor Stoke, Top Point, Viewfinder e Tônemaí. O ganhador, Spitfire, Le Kinoplex, Hunka Hunka, Cisne Branco, Invictus, Salute e Uno Solo vinham num grande bloco, pouco atrás dos cinco primeiros. Com Doctor Stoke e Top Point em seu encalço, Fera do Nenem não pode florear com facilidade, mas mandava na carreira, puxando um ritmo interessante para os atropeladores Cisne Branco, Invictus e principalmente Didimo, que já começava a se aproximar dos ponteiros, juntamente com Uno Solo, que melhorava aberto.

Na hora da verdade do GP Brasil 2012, Top Point atacou Fera do Nenem que deu por encerrada sua missão e trouxe Tônemaí, Invictus, Cisne Branco e Didimo, esse com Ângelo Márcio Souza, no último andar, esperando a hora certa para dar o bote final. Quando o leque se abriu, Didimo e Invictus surgiram com ação digna de campeões. Aberto, Uno Solo vinha com disposição, enquanto Cisne Branco, que deu pinta de brigar, ficou por ali, sem força para lutar contra Didimo, Invictus e Uno Solo. Com Ângelo Márcio Souza, chamado por muitos turfistas na Gávea, mui justamente, diga-se de passagem, de Ângelo “Monstro” Souza, inspirado, irretocável e trabalhando com o chicote na canhota, Didimo trouxe Invictus de canto chorado até o disco e aguentou o tropel de Uno Solo, que tomou o segundo posto do animal de Beverly Hills Stud no último pulo. Cisne Branco e Spitfire completaram o placar.

Didimo é um castanho de pouco mais de 500 quilos, criado pelo Stud Eternamente Rio, que cria pouco, mas o faz com uma competência invejável. Barão da Cevada, Desejo Infinito e agora Didimo, todos ganhadores de G1, são alguns ótimos exemplos da qualidade do campo criatório de Luis Felipe Brandão dos Santos. A propriedade do filho de Nedawi e Qualibet, por Burooj, é do Stud Ceprano. Trinta e um anos após seu pai (Ivan Quintana) ter vencido o GP Brasil, com Campal, o jovem Lucas Quintana coloca seu nome no hall da fama da prova maior do turfe brasileiro. Esta foi a quarta e mais importante vitória da campanha de Didimo, em oito saídas, a segunda de G1, em junho levou o GP ABCPCC – Mathias Machiline, em São Paulo. Para os 2.400 metros, pista de grama macia, o craque assinalou 2min27s15 e deixou o público turfista com aquele gosto de quero mais, já pensando em quem será o herói de 2013. Emoções que só o turfe pode proporcionar. 
(JCB – por Fernando Lopes – foto: Gerson Martins)

GP Brasil 2012 – Jóquei esnoba e diz que sentiu que Didimo ganharia desde que foi inscrito

O jóquei Ângelo Marcio Souza, logo depois que desceu do cavalo, de receber inúmeros cumprimentos e de tirar várias fotos na pista de grama do Hipódromo da Gávea, externou, numa única frase, toda a confiança que tinha na vitória do cavalo Didimo, filho de Nedawi e Qualibet, no Grande Prêmio Brasil 2012, ao ser perguntado o momento em que sentiu que seu conduzido não perderia:

“Logo que ele foi inscrito”, respondeu A. M. Souza, prontamente. (Raia Leve)