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EUA estão processando empresas que ajudam jogos de azar on-line.

01/06/2004

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Promotores públicos deram início a um esforço em grande escala para desacelerar a crescente popularidade dos jogos de azar online nos Estados Unidos através de ameaças de ações judiciais contra as empresas americanas que fazem negócios com cassinos de internet e operações de apostas em esportes sediados no exterior, dizem os advogados e executivos da indústria.    A investigação de atividades da mídia, relações públicas e empresas de tecnologia contam com um conceito legal controverso que sustenta que os negócios americanos, ao fornecer anúncios e outros serviços que apóiam os jogos de sorte na internet, estão "ajudando e instigando" cassinos online. Isso dá aos promotores públicos uma via indireta de atacar as empresas estrangeiras.
Os advogados disseram que eles não estão cientes de nenhuma acusação registrada. A campanha, que está ativa há meses, já totalizou enormes vitórias. Muitas operações grandes – incluindo Infinity Broadcasting, Clear Channel e Discovery Networks – pararam de anunciar em cassinos de internet no outono passado em função das ameaças de escrutínio.
A investigação da indústria dos jogos de azar da internet, afirmaram os advogados, está sendo comandada por Raymond W. Gruender, o procurador americano no Distrito Leste de Missouri. Seu gabinete reuniu um grande júri no ano passado em St. Louis que expediu intimações para um número de empresas e indivíduos, incluindo Sebastian Sinclair, que fornece análises econômicas da indústria de jogos de azar via internet amplamente citadas.
Sinclair disse que recebeu uma intimação no fim de fevereiro. Ele testemunhará diante do grande júri federal no mês que vem, disse ele. A investigação surgiu quando milhões de americanos passaram a usar seus computadores em casa para fazer apostas em jogos esportivos e brincar com jogos de cassino como blackjack e pôquer. Usando cartões de crédito e outras formas de pagamento eletrônicas os jogadores podem apostar nos cassinos de internet, muitos deles na Costa Rica, no Caribe e na Ilha de Man, entre a Irlanda e a Inglaterra.
Ao tentar desmontar os jogos de azar via internet através das empresas americanas que dão apoio a esses serviços, o governo pode estar entrando em um terreno perigoso, dizem os especialistas, porque as emissoras e os marqueteiros podem muito bem alegar estarem dentro dos direitos da Primeira Emenda. Mas outros afirmam que os promotores devem ser capazes de desenvolver um caso legítimo.
Apesar dos assuntos legais não terem sido resolvidos, o inquérito já está atingindo alguns objetivos ao levantar questões. "O governo trouxe à tona essas teorias legais sem ter provado nada", disse Lawrence G. Walters, um advogado da Flórida que é especialista em leis de jogos de azar na internet. "Mas eles atingiram seu objetivo: assustar os jogadores e a indústria".  The New York Times – Por Matt Richtel