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Febralot e Caixa discutem reajustes através de videoconferência

13/07/2020

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Esta foi a primeira reunião virtual do presidente da Febralot, Jodismar Amaro, que está fase final do tratamento pós coronavírus

Foi realizada na última sexta-feira (10) uma videoconferência entre a Federação Brasileira das Empresas Lotéricas – FEBRALOT, representantes estaduais e os executivos da Caixa Econômica Federal com objetivo de iniciar as rodadas de negociação para definir os valores de reajuste anual das tarifas, conforme acordo de 2018, onde a data base se dá em 01.07.2020.

O vice-presidente da Caixa, Paulo Ângelo, deu as boas-vindas ao grupo, em especial ao presidente da Febralot, Jodismar Amaro em fase final de tratamento pós coronavírus. Paulo Ângelo informou que, nesta primeira rodada, os executivos da CAIXA ouviriam os argumentos dos representantes da categoria para balizar o trabalho que o Banco vem fazendo para atender o acordado e que haverá outras reuniões para a Caixa apresentar sua proposta.

O presidente da Febralot, Jodismar, iniciou a argumentação dizendo que, não tendo os dados de inflação da Rede, baseou-se nos números do governo, utilizando o IGPM como índice referência. Os serviços foram colocados em uma tabela enviada à CAIXA, pedindo o reajuste de cada um deles pelo índice. Adicionalmente, disse que aqueles serviços que não foram corrigidos no ano passado, precisam ser corrigidos pelo índice desde o acordo, já que no ano passado muitos serviços CAIXA não foram corrigidos como saque, depósito, saldo e etc.

O pedido acima foi justificado pela necessidade da sustentabilidade da Rede, ilustrando que no início das medidas de contenção da pandemia, temeu-se pela falência de toda a Rede Lotérica, uma vez que não haveria saúde financeira para a retomada depois de dois ou três meses, elogiando a postura do Presidente da República em reconhecer através de decreto, a essencialidade dos serviços das Casas Lotéricas, trabalho feito pela Febralot em conjunto com a CAIXA.

Mesmo com a Rede Lotérica operando de portas abertas, a queda econômica abalou a estrutura financeira das ULs, agravando-se ainda mais com os apelos de marketing para que a população utilizasse os serviços bancários e apostas nos jogos, através dos aplicativos da internet. Mesmo que se entenda que isto foi necessário devido ao volume de desassistidos no País, e ainda, com mais de 40 milhões de contas abertas que não permitem que se façam novas contas físicas em duplicidade à modalidade on-line. Destacando que os executivos da CAIXA precisam buscar formas de garantir a sustentabilidade da Rede Lotérica através de sua recuperação, a qual está combalida. A situação apresentada é muito grave, pois ainda há lotéricas fechadas, sem a possibilidade de trabalhar.

O motivo de apresentar o reajuste solicitado através do IGPM se faz, devido às principais despesas dos empresários lotéricos estarem atreladas às correções por este índice, exemplificando: salários, aluguel, carro forte, cofre inteligente. Reforçando que todo o custo de uma Casa Lotérica acaba sendo reajustado pelo IGPM.

Jodismar pediu ainda ao vice-presidente Paulo Ângelo que suste, temporariamente, o programa de licitações de novas casas lotéricas, por entender que não é o momento. A Rede encontra-se muito enfraquecida e a colocação de concorrentes dentro do sistema vai prejudicar ainda mais a situação atual, ficando ruim para quem entra e para quem está nela, por isto é preciso muito cuidado para manter esta Rede em pé. É preciso evitar neste momento, a concorrência também da Caixa com a Rede, permitindo que os serviços digitais tenham uma interface com a Rede e garantindo a inclusão da Rede Lotérica em todas as modalidades de serviços.

Finalizando sua argumentação, o presidente da Febralot pediu que os executivos da CAIXA analisassem os números apresentados e que eles fizessem algo em prol das Casas Lotéricas para garantir sua sobrevivência fortalecendo a parceria Caixa/Rede Lotérica. Destacou também que os empresários Lotéricos precisam estar bem, para que os serviços da CAIXA tenham uma qualidade mais adequada. A CAIXA, por ser um Banco do Governo, tendo um papel social, pode abrir mão de parte do seu lucro em prol de uma Rede Lotérica motivada e produtiva que, ao final, é quem representa o Banco na ponta junto ao consumidor final.

Na sequência, os demais Presidentes de Sindicato, pronunciaram-se, reforçando e ilustrando as colocações apresentadas, pedindo ainda, atenção para alguns problemas que a Rede apresenta conforme segue:

– Necessidade de estender as três prestações do programa de apoio;

– Retomar os cuidados com o sistema operacional SISPL, que desde o advento do aplicativo CAIXA TEM, tem deixado a desejar, voltando à situação de um ano e meio atrás.

– Necessidade de revisar os valores do adicional de segurança, através do reajuste do valor das coletas, do seu teto e buscar aumentar o número máximo de coletas remuneradas para vinte e seis.

– Buscar uma solução para o adicional de segurança, onde seu valor não cobre as despesas com o carro forte em muitas localidades, devido ao novo sistema de prestação de contas, agravado pelo aumento dos programas sociais, que fez com que mais numerário seja necessário.

– A CAIXA deve buscar solução para aquelas Lotéricas do interior que não tem o serviço de carro forte e que cada vez mais se faz necessário em função das novas metodologias de prestação de contas e programas sociais do governo.

– Integrar adicional de segurança e cofre inteligente, diminuindo coletas, mas absorvendo seu custo, através do pagamento do adicional com valor cheio, como se todas as coletas fossem realizadas.

– A necessidade de formar um grupo de trabalho para buscar revisar e reformar o conceito de Casa Lotérica para adequá-lo aos dias atuais e o porvir.

– Buscar uma solução para a comissão dos jogos on-line, haja vista ter sido definida numa visão de mercado de 5%, agora com a pandemia este valor aumentou substancialmente tendo sido retirada das Casas lotéricas com a queda do movimento.

– Levar em conta no cálculo da correção das tarifas que ao diminuir o volume de transações da Rede no cenário atual, o custo fixo fica mais caro de ser pago, devido à relação número de tarifas/despesa.

– Motivar os Lotéricos a fazerem o negocial, através de um apoio mais efetivo das agências vinculadas com treinamento e parceria mais efetiva.

– Rever a função do Gerente de Varejo que apoia os Gerentes Gerais e SEV para que haja um apoio melhor aos Lotéricos com informações e atendimento mais uniforme.

No encerramento, o vice-presidente Paulo Ângelo anunciou que o pedido feito na última videoconferência pela Febralot para que houvesse uma interação do aplicativo com os TFLs será atendido num prazo estimado de vinte dias, onde os clientes das contas digitais com o saque ainda não disponível, vão poder pagar suas contas nas Casa Lotéricas, através de uma nova função no aplicativo que foi denominada “Pague na Lotérica”. Disse também que está trabalhando na argumentação (voto) para buscar aprovação no Conselho da Caixa para a extensão das parcelas do programa de apoio às Casas Lotéricas. A Diretora Agatha disse que está com um trabalho adiantado para possibilitar que clientes que tenham contas digitais da CAIXA possam também abrir contas físicas, 023 e Poupança.

Paulo Ângelo informou que em breve trará a proposta da CAIXA para o reajuste das tarifas dos serviços bancários, a qual está quase pronta, já conferida, procurando atender, na medida do possível, os pleitos solicitados pelos representantes dos Lotéricos. Adiantou ainda que trabalha numa metodologia onde o lucro não seja majorado somente pelo aumento da receita, mas também pela diminuição das despesas e que trará mais explicações na próxima reunião.

Ao se despedirem os Executivos da Caixa reafirmaram o compromisso em fortalecer a parceria com os Lotéricos. (Notícias Febralot)