Funcionários de bingos fazem manifestação no Rio.

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Funcionários de casas de bingos fizeram uma manifestação contra o fechamento das casas de bingos na Cinelândia, centro do Rio. Segundo a PM, de 700 a 1.000 pessoas participaram. A Força Sindical, que organizou o evento, contabilizou entre 2.000 pessoas e 3.000 pessoas.
O presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, ameaça acampar em frente ao Palácio do Planalto caso o governo não mude de posição.
Amanhã, Paulinho tem uma reunião com o presidente da Câmara dos Deputados, João Paulo Cunha (PT-SP), com o presidente do Senado, José Sarney ,e com o ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, para pedir a volta do funcionamento dos bingos.
"Se falarmos com esses caras e não houver solução, vamos acampar na porta do Palácio do Planalto para falar com Lula. Eles vão ter que chamar a polícia" disse. Uma nova manifestação com funcionários dos bingos, patrocinada pelos empresários do ramo, está prevista para amanhã, em Brasília.
Logo após estourar o escândalo envolvendo o ex-subchefe de assuntos parlamentares da Casa Civil Waldomiro Diniz, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva editou uma medida provisória proibindo o funcionamento das casas de bingo e das máquinas eletrônicas de jogos no país.
São Paulo
Ontem em São Paulo, a manifestação reuniu cerca de 12 mil pessoas, segundo a PM. A Força Sindical, organizadora do protesto, estimou que reuniu 30 mil pessoas.
Também nesta segunda-feira saíram às ruas 5.000 pessoas em Recife (PE), 350 em Belo Horizonte (MG), 600 em Salvador (BA), 200 em Maceió (AL) e 200 em Teresina (PI). A estimativa de Pernambuco é dos organizadores, porque a polícia não fez avaliação. Nos outros Estados, os dados são da PM.
Protesto contra fechamento de bingos reúne 1.500 no Rio.Alexandre Rodrigues 
Rio de Janeiro – Cerca de 1.500 funcionários de bingos do Rio de Janeiro reúnem-se na Praça da Cinelândia, no centro, em um ato de protesto à medida provisória do governo federal que impediu as atividades do setor no país. Organizado pela Força Sindical e pela Associação de Bingos do Estado do Rio de Janeiro, o protesto conta ainda com a presença de políticos e militantes do PDT. Os manifestantes seguirão da Cinelândia para o Aterro do Flamengo, onde vão embarcar em 80 ônibus para participar do ato público de amanhã em Brasília. A Força Sindical espera reunir cerca de 30 mil funcionários de bingos na capital federal. O presidente da Força, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, participa da manifestação e rechaça a proposta da CUT de criar um programa de seguro-desemprego para estes trabalhadores. "Não tem que falar agora em seguro-desemprego, pois estes trabalhadores ainda estão empregados", afirmou. Paulinho disse que vai se reunir com o ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, e aos presidentes da Câmara, João Paulo Cunha, e do Senado, José Sarney, para pedir que eles intercedam para reabertura das casas de jogos. "Se há bandidos no ramos dos bingos, o governo tem que mandar prendê-los. Não é possível que o governo não possa fiscalizar a atividade deles", disse. De acordo com a Associação de Bingos do Estado do Rio de Janeiro, os 42 estabelecimentos do Estado empregam 6 mil funcionários. Paulinho informou que foi acertado com os empresários a manutenção dos empregos por 30 dias.
Funcionários de bingos do Rio seguem para Brasília.
Rio de Janeiro – Os funcionários de bingos no Rio de Janeiro, que participaram de manifestação contra o Governo Federal, encerrada no início da tarde na Cinelândia, no Centro da cidade, embarcaram em ônibus para Brasília. Lá, participarão amanhã de uma manifestação organizada pela Força Sindical. O ato na Cinelândia terminou com o discurso do presidente da Força, Paulo Pereira da Silva, o "Paulinho". "Se tem bandido no negócio dos bingos, que sejam postos na cadeia. Cachoeira (Carlos Cachoeira, bicheiro envolvido no caso Waldomiro Diniz) está rindo na nossa cara. Vamos encerrar amanhã esta primeira etapa de protesto. Se for preciso, vamos acampar na porta do presidente Lula, em São Bernardo do Campo", afirmou. Paulinho disse que vai conversar com o ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, amanhã às 10h, e afirmou que pedirá uma reunião com o ministro do Trabalho, Ricardo Berzoini. "Ele vai ter que falar na cara de vocês, que vocês estão demitidos", disse Paulinho à multidão de manifestantes. "Falarei com eles, e se isso não resolver, vamos para a porta do Palácio, e pedir para falar com o Lula", afirmou. Não houve tumultos durante a manifestação. Porém, a Polícia Militar precisou chamar reforços para organizar a travessia das pessoas que embarcaram nos ônibus após o protesto. Os manifestantes teriam ameaçado fechar a avenida Rio Branco, uma das principais vias de acesso ao Centro do Rio de Janeiro.
Folha Online, do Rio – ANA PAULA GRABOIS

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