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Funcionários de sites de apostas monitoram jogos do NBB

27/04/2015

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O público nos ginásios aumentou nos playoffs do Novo Basquete Brasil (NBB), mas há quem acompanhe os jogos do torneio desde o início. De maneira clandestina, funcionários de sites de aposta internacionais são frequentadores assíduos das partidas do principal campeonato da modalidade no País.
A Gazeta Esportiva flagrou um deles em ação durante o jogo entre Palmeiras/Meltex e Paschoalotto/Bauru, disputado no Ginásio Palestra Itália, ainda pela fase de classificação do NBB. Trajado com um casaco em dia de temperatura amena, o indivíduo acompanhou a partida no último degrau da arquibancada.
Concentrado, o sujeito usou o celular, ligado a fones de ouvido, durante o jogo inteiro e fez algumas anotações em uma folha sulfite. Teoricamente, o funcionário do site de aposta tem a função de impedir que alguém aproveite um eventual delay para obter vantagem financeira.
A atualização do placar por meio do site oficial do NBB pode ter certo atraso, o suficiente para que alguém tire vantagem, já que é possível apostar durante a disputa das partidas. Com um funcionário no ginásio, a casa recebe a informação com maior rapidez e pode ajustar as cotações.
Além das partidas do NBB, os enviados das empresas de aposta internacionais também acompanham jogos da Liga de Desenvolvimento de Basquete (LDB), torneio criado em 2011, em parceria com o Ministério do Esporte, para atletas com idade inferior a 22 anos.
A Liga Nacional de Basquete (LNB), responsável por organizar os campeonatos com a chancela da Confederação Brasileira de Basquete (CBB), conhece a ação dos funcionários dos sites de aposta e, ainda que reprove a atividade, não consegue impedi-la.
Antes da atual temporada do NBB, a LNB promoveu uma mudança no regulamento da competição para tratar do tema. No parágrafo IV, sobre "os princípios gerais de conduta desportiva", a entidade informa que "cumpre rigorosamente a legislação brasileira no que diz respeito à proibição de apostas".
De acordo com a assessoria de comunicação da LNB, em muitos casos os funcionários das casas de aposta entravam nos ginásios com credenciais de imprensa. Na tentativa de inibir a ação, a entidade instruiu as assessorias dos clubes a barrarem os indivíduos, o que não é suficiente para acabar com a prática.
"Eles ainda frequentam as partidas do NBB e da LDB, compram ingresso e narram os jogos das arquibancadas. Dessa maneira, fica muito difícil de controlar, sem contar que não há como vetar a presença deles nos ginásios", informou a assessoria de imprensa da LNB. (Gazeta Esportiva – Bruno Ceccon – São Paulo – SP)