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Globalização do mercado lotérico é ruim para o Brasil

01/12/2001

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O mercado lotérico brasileiro há anos apela para o poder público por mais regulação, fiscalização e, conseqüentemente, pagamento de mais tributos para aplicação nos projetos sociais do governo. Mas, com freqüência, assistimos passivamente a nosso setor ser invadido por loterias e cassinos de outros países, com a total complacência da mídia, que aceita a veiculação dessa publicidade e das autoridades governamentais, que nada fazem para coibir essa concorrência predatória. Esse é o caso da loteria "El Gordo" da Espanha, que veiculou anúncios em jornais (O Globo) e revistas (Veja Rio) de circulação nacional nesta semana, convidando os brasileiros a jogarem na loteria espanhola onde o jogo mínimo é de US$ 32,50. Já na aréa de cassino, outro jornal (Lance) está veiculando publicidade do Cassino Marathon, com apostas pela Internet. O próprio Conrad ocupa páginas da Playboy e da Vip com convites tentadores para os brasileiros jogarem no Uruguai.
Não somos contra! O único problema que o BNL vê nessa questão do jogo globalizado é que a mesma mídia que veicula essas publicidades de loterias e cassinos estrangeiros só vê as mazelas do mercado brasileiro, que paga tributos, garante o emprego de milhares de brasileiros e é fiscalizada e regulamentada pelo poder público. Seria saudável que mídia e poder público fizessem uma reflexão sobre o assunto para tornar essa concorrência mais justa.