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Governo determina extinção do Serviço de Loterias do Paraná.

02/06/2004

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Folha de Londrina (PR) – Andréa Bordinhão
Curitiba O governador Roberto Requião (PMDB) anunciou ontem a extinção do Serviço de Loterias do Paraná (Serlopar). Depois do fim do Totobola, único jogo que estava sendo controlado pela autarquia, o governador a julgou sem função. Ainda não há previsão para onde vão os R$ 10 milhões que a Selopar tem em caixa e nem qual secretaria vai ocupar a sede de mil metros quadrados. A decisão veio um mês e meio depois de o governador ter dado um ultimato para que o presidente do Serlopar, Mário Lobo Filho, apresentasse um relatório justificando o funcionamento do órgão.
O presidente do Serlopar diz que apresentou ao governador a justificativa e uma proposta de uma nova modalidade de jogo. Porém, Requião, que é contra os jogos de azar e proibiu os bingos no Estado, não aprovou. Agora, segundo Lobo Filho, a extinção será feita por etapas, pois como não há nenhum jogo em funcionamento, não há urgência. Não há prazos estabelecidos. Para acabar com a autarquia, o governo precisa mandar uma mensagem à Assembléia Legislativa. O Serlopar possui hoje 36 funcionários, sendo seis deles comissionados. Lobo Filho informou que todos serão remanejados para outros órgãos do governo.
O Serlopar já teve vários jogos: Pimba, Seninha, Roda da Sorte e Totobola. Mas desde novembro do ano passado só existe o Totobola, já que o governador mandou acabar com o Pimba e como os outros dois (Seninha e Roda da Sorte) pertencem à mesma empresa, todos os contratos foram rescindidos. A arrecadação média do Serlopar antes do fim do Totobola, segundo Lobo Filho, era de R$ 60 mil por mês.
Parte desse dinheiro era destinada a projetos sociais da Secretaria de Estado do Emprego, Trabalho e Promoção Social, comandada por Padre Roque Zimmermann (PT).
Folha de Londrina (PR) – Andréa Bordinhão