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Grupos de apoio ajudam a recuperar viciados.

09/09/2004

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Dependência de jogo, drogas, obsessões amorosas, compulsão por compras, neuroses, depressão. Quem sofre de problemas como esses encontra auxílio nos grupos de apoio, em que o anonimato é regra. O nome fictício permite falar de problemas que muitas vezes são difíceis de comentar com psicólogos ou até mesmo com pessoas próximas. É mais fácil expor-se para estranhos que vivem problemas semelhantes. Essa é a grande força dos grupos de apoio. A reportagem selecionou alguns dos grupos para auxiliar quem sofre de problemas comportamentais. Nas reuniões, os que sofrem com os mesmos problemas se ajudam e dão dicas de como sair de situações que colocam em perigo a auto-estima das pessoas.
As pessoas que gastam rios de dinheiro em bingos, jogo do bicho ou diferentes tipos de apostas, chegando a perder imóveis e outras propriedades por causa da jogatina, encontram no Jogadores Anônimos uma saída para abandonar o vício. Com o lema "Só por hoje evitarei a primeira aposta", o Jogadores Anônimos tem encontros em sete endereços em São Paulo.
É nesses locais que se encontram os jogadores e apostadores assíduos que querem parar com essa mania que já levaram muitos à falência.
Enquanto alguns tentam se livrar dos jogos e apostas, os Devedores Anônimos (DA) querem encontrar alternativas para evitar gastar compulsivamente. Mesmo sem ter dinheiro, muitos compram e deixam de pagar. Quem procura o DA geralmente está com o nome no Serasa ou SPC, ou seja, completamente atolado em dívidas.
Assim como nos demais grupos, o anonimato prevalece nas reuniões para que todos percam a inibição em falar de seus problemas e compartilhar suas dificuldades. O mesmo acontece no Fumantes Anônimos, que também não cobra nada dos interessados em participar do programa de recuperação.
Cansadas de depender do cigarro, dezenas de pessoas freqüentam as reuniões. Quem fuma sabe o quanto é difícil abandonar o vício. Seguindo os 12 passos dos FA, adaptados do Alcoólicos Anônimos, entretanto, muitos têm conseguido deixar a dependência da nicotina.

Depressão
Quando os problemas da vida parecem não ter solução, o Centro de Valorização da Vida (CVV) é a opção para quem precisa desabafar e não encontra um amigo ou parente com quem possa compartilhar os dramas. Ao contrário dos outros grupos de apoio, o CVV oferece atendimento individual, apenas por telefone, carta ou e-mail. Assim como nos demais grupos de apoio, a pessoa tem a liberdade de manter sua identidade em sigilo. A entidade tem o objetivo, principalmente, de evitar os suicídios, comuns entre pessoas deprimidas que não têm com quem desabafar. O CVV está espalhado em mais de 57 postos do Brasil e o atendimento é ininterrupto. Todos os dias, inclusive finais de semana e feriados, existem voluntários 24 horas à disposição. Em média, atende uma ligação a cada 33 segundos.

Jornal da Paraíba (PB) – Giovanna Balogh