Inteligência artificial vai tentar derrotar humanos em torneio de poker

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Quatro dos melhores jogadores de poker do mundo estão prestes a enfrentar um sistema de inteligência artificial. Os desenvolvedores da tecnologia têm chamado a competição de "revanche épica", na tentativa de que máquinas consigam derrotar os jogadores humanos.

“Desde os primórdios da pesquisa em inteligência artificial, superar jogadores humanos tem sido um poderoso medidor do progresso na área”, disse Tuomas Sandholm, professor de ciência da computação na Carnegie Mellon University (CMU), em Pittsburgh.

“Isso foi atingido com o xadrez em 1997, com o Jeopardy! em 2009 e com o jogo de tabuleiro Go no ano passado”.

No poker, entretanto, o desafio é ainda mais complexo.

“O poker é um desafio ainda mais difícil que esses jogos, a medida que exige que uma máquina tome decisões extremamente complicadas baseadas em informação incompleta enquanto lida com blefes, jogo lento e estratagemas”, disse Sandholm.

O torneio, que tem sido chamado de “Cérebros vs. Inteligência Artificial: aumentando as apostas”, começará nesta quarta-feira, dia 11 de janeiro no Rivers Casino em Pittsburgh.

Durante a competição, os jogadores profissionais Jason Les, Dong Kim, Daniel McAulay e Jimmy Chou jogarão 120 mil mãos do Heads-Up No-Limit Texas Hold’ durante 20 dias contra um programa de computador.

Os profissionais estão competindo por um prêmio de US$ 200 mil. E mesmo se o sistema de I.A. vencer, os jogadores humanos irão dividir o prêmio, com o valor dividido com base nos desempenhos dos jogadores.

Essa é a segunda vez que um sistema de IA construído pela universidade reúne alguns dos melhores jogadores de poker.

Em 2015, a CMU lançou a primeira competição do “Cérebros versus IA”. Durante o torneio, a universidade rodou outro sistema, o Claudico, que Sandholm também construiu.

Durante aquele primeiro desafio, Claudico não venceu e coletou menos fichas do que os três dos quatro jogadores profissionais com quem estava jogando.

No entanto, a universidade afirma que as 80 mil mãos jogadas no primeiro desafio “humano versus máquina” não eram suficientes para estabelecer definitivamente a superioridade de um ser humano ou de um computador com significância estatística.

É por isso que nesse torneio que acontecerá, Sandholm e os profissionais estão aumentando o número de mãos a serem jogadas em 50%. 

“Eu estou muito ansioso em ver como será essa última I.A.”, disse Les, jogador profissional que estará no torneio. “Eu penso que o Claudico foi um oponente difícil, sabendo dos recursos e as ideias que o Dr. Sandholm e sua equipe tiveram disponíveis nos 20 meses desde a primeira competição, eu suponho que este sistema será ainda mais desafiador”.

Enquanto ele espera que a máquina se saia melhor desta vez, Les também espera que os jogadores humanos melhorem suas partidas.

O novo programa, batizado de Libratus, foi construído desde o início, usando novas ideias e mais computação do que qualquer outro pokerbot, de acordo com Sandholm.

Sandholm, que trabalhou no novo programa ao lado do estudante do Ph.D Noam Brown, disse que eles têm usado o supercomputador Bridges do Pittsburgh Supercomputing Center para calcular o que eles esperam ser estratégias vencedoras.

“Nós não escrevemos a estratégia”, disse Sandholm. “Nós escrevemos o algoritmo que computa a estratégia”.

Segundo Sandholm, cerca de 15 milhões de horas de computação foram usadas para construir o Libratus, em comparação com os 2 milhões a 3 milhões de horas para o Claudico. Esse processo de computação continuará até e durante o concurso. (IDGNow – Sharon Gaudin, Computerworld – EUA)

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