Home Jogo Responsável IPQ busca mulheres viciadas por jogos de azar.
< Voltar

IPQ busca mulheres viciadas por jogos de azar.

04/06/2003

Compartilhe


O Ambulatório do Jogo Patológico (Amjo) do Instituto de Psiquiatria (Ipq) do HC da USP, está convidando mulheres jogadoras patológicas (viciadas em bingo, loterias, vídeo-pôquer, corrida de cavalos, cassino e outras formas de jogos de azar que envolvam apostas em dinheiro), e seus irmãos homens que não sejam jogadores, para participarem de estudo que vai avaliar a possível influência de fatores genéticos na compulsão e impulsividade por jogo, além das diferenças genéticas entre jogadores homens e mulheres.
"Os homens, por exemplo, costumam começar a jogar mais cedo do que as mulheres, porém elas apresentam uma progressão mais rápida para problemas com vícios", relata Daniela Sabatini da Silva Lobo, coordenadora clínica do Amjo e pós-graduanda do Ipq.
Ela conta que, atualmente, tem se notado no Brasil um aumento no número de mulheres viciadas em jogos de azar, particularmente por bingos. "Com a liberação dessas casas de jogo, elas começaram a jogar mais, porque o bingo é considerado por muitos como um programa ´família´".
Além disso, as jogadoras patológicas têm menos acesso aos locais de tratamento desses distúrbios. "Por desconhecimento e também por vergonha", explica Daniela, visto que o público que procura as associações de jogadores anônimos é eminentemente masculino. "O constrangimento acaba sendo inevitável", diz.
Ainda segundo a coordenadora do Amjo, em se comprovando a influência da herança familiar em predispor a pessoa a ser vulnerável ao jogo, é possível traçar programas de prevenção familiar para que os filhos das pessoas viciadas, por exemplo, mantenham distância de tais práticas.
As triagens serão feitas aos sábados pela manhã. Estão sendo aceitas pessoas de 18 a 60 anos, com média de diferença de idade entre irmãos de 6 anos. A jogadora será admitida no Amjo e terá seguimento ambulatorial completo, o irmão virá ao Instituto apenas uma vez, onde responderá a um questionário e doará 10ml de sangue, para o estudo genético. Mais informações: (0XX11) 3083-7816.

Agência USP – USPonline – Francisco Angelo