Home Destaque “Jogo em cassinos não será ruim para o Brasil”
< Voltar

,

“Jogo em cassinos não será ruim para o Brasil”

03/08/2020

Compartilhe

Hélio Rocha*

O governo poderia criar receitas como tributando os cassinos, no caso de legalização do jogo no Brasil, em vez de recriar o imposto sobre operações financeiras, que é reprovado por imensa maioria. O jogo, na verdade, não seria ruim para o Brasil.

Tem gente que acha que pobres podem perder dinheiro em jogo, mas cassinos não são frequentados por eles. Pobres gastam dinheiro com jogo, isto sim, enchendo as lotecas para gastar com os jogos explorados pela Caixa Econômica Federal.

Cassinos não devem funcionar em todos os lugares, e sim em áreas específicas. Em Goiás, um local adequado, por exemplo, é o eixo Caldas Novas-Rio Quente.

Localidades onde funcionam cassinos não costumam ser inseguras e nelas não existe desemprego. Exemplos: Punta del Este, no Uruguai. Mar del Prata, na Argentina, e Viña del Mar, no Chile.

Vale a pena mencionar o exemplo de Atlantic City, no Estado de Nova Jersey, nos Estados Unidos. Era um balneário bastante frequentado, tempos atrás. Com o início da era do jato na aviação, praias bem mais gostosas, como as do Caribe, ficaram mais acessíveis aos norte-americanos. Os turistas se afastaram e então Atlantic City começou a enfrentar desemprego e insegurança. A legalização do jogo acabou com o desemprego e a insegurança.

Tribo americana tem cassinos lucrativos

Leia trecho do livro “O Ladrão de Orquídeas — Uma História Real Sobre Beleza e Obsessão” (Rocco, 299 páginas, tradução de Waldéa Barcellos) da jornalista Susan Orlean, da revista “New Yorker” (Página 30):

“A tribo seminole da Flórida tem 1.600 integrantes; cinco reservas cobrindo mais de 36 mil hectares; dez mil cabeças de gado de corte mestiço de Hereford; 10 mil hectares de pastos; quase 500 hectares de limoeiros Burriss; quase 250 hectares de grapefruit branca e vermelha; uma fazenda de criação de bagres, uma de camarões e uma de tartarugas. A tribo também possui cassinos e tabacarias. A maioria dos negócios dá bons resultados. Alguns anos atrás sua renda anual declarada foi de 65 milhões de dólares. O cassino é especialmente lucrativo.”

(*) Hélio Rocha é escritor, membro da Academia Goiana de Letras e escreveu o artigo acima no jornal “Opção” de Goiânia – GO.