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Jogo em Macau é responsável por três em cada quatro empregos

20/01/2017

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Os dados foram revelados na semana passada e analisados pelo portal GGR Asia. As concessionárias de jogo são direta e indiretamente responsáveis por 212.800 postos de trabalho, o equivalente a 53,7% da população ativa do território.

A indústria do jogo de Macau é direta e indiretamente responsável por 75,8% dos postos de trabalho do território, escreve o portal GGRAsia, depois de ter produzido o relatório sobre a performance da indústria dos cassinos divulgado no final da semana passada pela Direcção dos Serviços de Estatísticas e Censos (DSEC).

O documento divulgado na última sexta-feira (30), deixa bem patente o impacto das concessionárias de jogo na economia do território: no final de 2015, as operadoras de jogo empregavam 83.500 pessoas, montante que correspondia a 21,2% do total da população ativa de Macau à data a que se reportam os dados. A título comparativo, lembra o GGRAsia, o setor corresponde ao triplo dos trabalhadores empregados na administração pública.

A indústria do jogo é incontestavelmente o maior empregador do território, mas o peso do setor é ainda mais significativo se forem contabilizados os empregos indiretamente dependentes dos cassinos. De acordo com o relatório da DSEC, “os setores ligados à indústria do jogo” – incluindo a construção civil, o comércio, os setores da hospitalidade e da logística, os serviços financeiros e imobiliários ou a alimentação e bebidas – empregavam 212.800 pessoas em 2015, o equivalente a 53,7% da população ativa do território. No final de 2015, a população empregada da RAEM era de 396.500 pessoas, de acordo com os dados da Direcção dos Serviços de Estatísticas e Censos.

No documento produzido pelo portal GGRAsia, a DSEC explica que os setores ligados ao jogo “estão estreitamente ligados a produtos e operações básicas do setor dominante [o dos cassinos], sendo que o seu desenvolvimento está estrita e diretamente associado com a performance da indústria com maior peso em Macau”.

Os dados analisados pelo GGRAsia são veiculados num relatório em que a Direcção dos Serviços de Estatísticas e Censos procura documentar o esforço empreendido pelo Executivo na promoção da diversificação econômica. Os dados divulgados pela DSEC deixam também claro que o setor do jogo oferece melhores remunerações que as restantes indústrias de Macau. A média dos salários auferidos pelos residentes do território empregados pelas concessionárias de jogo – excluindo os salários pagos aos trabalhadores importados – era de 19 mil patacas no final de 2015. O valor é mais elevado que a média geral dos salários praticados no território, que na mesma altura estavam na faixa de 18 mil patacas. (Ponto Final – Macau)