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Joinville está preparada para receber os bingos e apostas eletrônicas

06/11/2017

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Colunista Luiz Veríssimo destacou que o projeto de liberação dos jogos de azar está na fase final de aprovação no Congresso e que o espaço dentro do Shopping Cidade das Flores está reservado para o Golden Bingo

As cidades catarinenses estão preparadas para a liberação dos bingos, máquinas caça-níqueis e cassinos? Joinville está. Pelo menos um dos grupos empresariais que atuaram até 2004 só está esperando a legalização para voltar ao ramo. Ele é dono de um prédio que ocupa todo o quarteirão formado pelas ruas Aracajú, João Pessoa, Blumenau e João Colin e vai ser desocupado pela UFSC até o final do ano, ficando à disposição para ser o maior local de jogos na região Norte.
Já o segundo maior local em Joinville também está preparado para esta nova realidade. Aliás, o maior espaço dentro do Shopping Cidade das Flores (Centro) foi projetado para o “Golden Bingo”, à época o maior de Joinville. Desde a proibição, em fevereiro de 2004, o local está vazio e com todas as condições de voltar a funcionar em poucos meses. Um lojista do shopping garantiu à coluna que o espaço está reservado para retornar a sua antiga atividade.
Domínio do PP
Não por coincidência, a regulamentação dos bingos, cassinos, jogo do bicho e apostas eletrônicas está nas mãos de parlamentares do PP em Brasília. Uma comissão do Senado já aprovou no ano passado o projeto de Ciro Nogueira (PP-PI), que tem como relator Benedito Lira (PP-AL). Na Câmara dos Deputados, o substituto de Guilherme Mussi (PP-SP) pode ir para votação no plenário ainda este mês.
Geração de empregos
Em Porto Alegre, os espanhóis da Pefaco decidiram afrontar a Justiça ao abrir no mês passado um bingo no amplo prédio da antiga boate “La Barca”, que pertence a Assis Moreira, irmão e empresário de Ronaldinho Gaúcho. A liminar foi derrubada e a casa fechou depois de quase um mês aberta. O investimento de R$ 4 milhões em suas 400 máquinas caça-níqueis e gerou (segundo o grupo) 319 empregos diretos e 1,2 mil indiretos.
Impostos
Brasil é um único país na América Latina que proíbe caça-níqueis. Os defensores da abertura dos jogos calculam que só de impostos a aprovação renderia no mínimo R$ 20 bilhões por ano. Além de engordar as magras finanças dos estados e municípios, a abertura dos jogos neste final de ano desviaria o foco das discussões sobre políticos corruptos e Lava-Jato para os bingos e cassinos, algo que interessaria o Governo Federal. (Coluna Luiz Veríssimo – Notícias do Dia – Florianópolis – SC)