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Jornalista revela que ex-assessor intermediou para ele negócios com ex-bispo Rodrigues e a Record.

25/05/2004

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BRASÍLIA – Em depoimento ontem à CPI da Loterj que investiga o caso Waldomiro Diniz, o jornalista Mino Pedrosa disse que o ex-assessor do Palácio do Planalto tratou de negócios com a afiliada da Rede Record em Palmas (TO) para ele com o deputado e ex-bispo Carlos Rodrigues (PL-RJ). Também tentou conseguir consultoria para o jornalista na Associação Brasileira de Bingos. Uma comissão de deputados ouviu em Brasília Mino e ainda Paulo Wairos, ex-tesoureiro da campanha do candidato do PT ao Governo do Distrito Federal, Geraldo Magela. E decidiu que em 15 dias a CPI fará duas acareações em Goiânia: uma entre Waldomiro e Cachoeira e outra entre Waldomiro e Wairos.
Mino Pedrosa revelou ainda que há um novo dossiê que pode reunir ainda mais elementos às investigações. Em uma sala da ala de comissões do Senado, o jornalista informou que Carlos Roberto Martins e Messias Antônio Ribeiro, dois empresários ligados a Cachoeira, fizeram um dossiê com informações sobre supostas negociações, mas não detalhou a que se referem. A CPI enviou requerimento à Polícia Federal solicitando o documento.
Durante o depoimento, Wairos disse ter se demitido da função de assessor do líder do Governo no Senado, Aloizio Mercadante (PT-SP), em 1º de março, e viver de suas economias. Mas não entrou em detalhes sobre seus gastos nem lucros.
Contradições aumentam, segundo deputados.
“Os depoimentos foram muito interessantes porque aumentaram mais as contradições”, afirmou o relator, Luiz Paulo Corrêa da Rocha (PSDB). “Sinceramente? Acho que há muitas omissões. Várias questões sem respostas e um esforço imenso de alguns para se livrarem de responsabilidades”, analisou o deputado Paulo Ramos (PDT).
Ao contrário do que Cachoeira afirmou à CPI, Pedrosa negou ter feito cópias da fita em que Waldomiro aparece cobrando propina do empresário, assim como disse desconhecer seu conteúdo integral. De acordo com Pedrosa, o ex-assessor aproximou-o do ex-bispo Rodrigues (PL) e dos senadores Eduardo Siqueira Campos (PSDB-TO) e Édison Lobão (PFL-MA). Mino Pedrosa revelou ainda que há um novo dossiê que pode reunir ainda mais elementos às investigações. Em uma sala da ala de comissões do Senado, o jornalista informou que Carlos Roberto Martins e Messias Antônio Ribeiro, dois empresários ligados a Cachoeira, fizeram um dossiê com informações sobre supostas negociações, mas não detalhou a que se referem. A CPI enviou requerimento à Polícia Federal solicitando o documento. Durante o depoimento, Wairos disse ter se demitido da função de assessor do líder do Governo no Senado, Aloizio Mercadante (PT-SP), em 1º de março, e viver de suas economias. Mas não entrou em detalhes sobre seus gastos nem lucros. “Os depoimentos foram muito interessantes porque aumentaram mais as contradições”, afirmou o relator, Luiz Paulo Corrêa da Rocha (PSDB). “Sinceramente? Acho que há muitas omissões. Várias questões sem respostas e um esforço imenso de alguns para se livrarem de responsabilidades”, analisou o deputado Paulo Ramos (PDT). Ao contrário do que Cachoeira afirmou à CPI, Pedrosa negou ter feito cópias da fita em que Waldomiro aparece cobrando propina do empresário, assim como disse desconhecer seu conteúdo integral. De acordo com Pedrosa, o ex-assessor aproximou-o do ex-bispo Rodrigues (PL) e dos senadores Eduardo Siqueira Campos (PSDB-TO) e Édison Lobão (PFL-MA). Wairos negou ter recebido dinheiro de Waldomiro, como o ex-assessor do Planalto afirmou à comissão: “Me revolta ter sido utilizado por alguém que considerava amigo”. DúvidasQuestões que continuam sem respostas, segundo a CPI da Loterj:
1.Onde está o dinheiro que o ex-assessor do Palácio do Planalto Waldomiro Diniz disse ter repassado para campanhas eleitorais?
2.As contradições identificadas entre os depoimentos tomados até o momento.
3.Como a fita em que Waldomiro aparece negociando com o bicheiro Carlinhos Cachoeira foi parar nas mãos do senador Antero Paes de Barros?
4.Quantas cópias foram feitas dessa fita? Se há outras cópias, como suspeitam vários integrantes da comissão, onde estão? O Dia – Renata Giraldi