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Justiça fecha a última casa de bingo no Paraná.

30/07/2004

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Curitiba Por determinação judicial, todas as casas de bingo voltam a fechar suas portas no Paraná. O Tribunal Regional Federal da 3 Região, com sede em São Paulo, mandou o último bingo aberto em Curitiba, o Kennedy Center Bingo, fechar também ontem de manhã. O procurador-geral do Estado, Sérgio Botto de Lacerda, recebeu no final da tarde de ontem a decisão do TRF da 3 Região, assinada pela presidente em exercício, a desembargadora federal Diva Malerbi. Ela reverteu decisão da 2 Vara Federal de Campo Grande, Mato Grosso do Sul, que havia permitido ao Kennedy funcionar, no início de junho. Procurados pela Folha, os advogados do bingo não foram localizados.

Anteontem, foi a vez do bingo Monte Carlo, também na capital, que teve que fechar, por força de outras decisão, do Tribunal Regional Federal da 4 Região, com sede em Porto Alegre. O caso do bingo Monte Carlo, que pertence à empresa Village Batel, é mais complexo. O Núcleo de Repressão a Crimes Econômicos (Nurce), ligado à Secretaria de Estado da Segurança, abriu investigação a pedido da direção da Junta Comercial do Paraná (Jucepar). A suspeita é de fraude processual. O inquérito, comandado pelo delegado Miguel Stadler, apura a possibilidade de funcionários da Jucepar terem burlado procedimentos burocráticos em uma alteração contratual da Village.
Essa alteração foi invalidada pela Jucepar, por suspeita de corrupção de funcionários. A alteração no contrato teria embasado o pedido de liminar apresentado ao TRF da 4 Região, que liberou o funcionamento do bingo, há cerca de duas semanas. Porém, anteontem, os desembargadores do TRF em Porto Alegre entenderam que um recursos interposto pelo advogado do Monte Carlo, Michel Saliba, deveria ter sido julgado pelo corpo de desembargadores federais e não somente por Edgard Lippmann Júnior, como aconteceu.
Ontem, Stadler ouviu mais três funcionários da Jucepar, sobre a liberação do protocolo com a alteração do contrato social da empresa. ”A última etapa sequer passou pelo setor de entrega de protocolos, pulou essa fase”, disse o delegado. Stadler refere-se ao processo de alteração do contrato social da Village deu entrada no último dia 7 na Jucepar. Porém, antes de sair a autorização para mudança, a Jucepar ficou sabendo que a Village Batel havia conseguido liminar em Porto Alegre, usando o contrato social já com as alterações que ainda esperavam para ser aprovadas pela Jucepar.

Folha de Londrina (PR) – Maria Duarte, Equipe da Folha