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Kentucky Derby receberá espectadores em setembro

27/07/2020

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Espectadores poderão assistir ao Kentucky Derby pessoalmente seguindo cuidados como uso de máscaras e distanciamento social. Foto: Christian Hansen/The New York Times

O Kentucky Derby – conhecido tanto por sua atmosfera quanto pelas corridas de cavalos puros-sangues – manterá este ano as apostas dos fãs, os coquetéis de menta e o tradicional desfile para ver e ser visto, com elaborados chapéus e ternos finos de anarruga.

Com um número menor de espectadores e novos protocolos de saúde por causa da pandemia da covid-19, o Derby voltará no dia 5 de setembro, e os fãs poderão conferir se Tiz the Law vencerá a segunda etapa da Tríplice Coroa deste ano, de acordo com os organizadores.

As novas medidas de precaução incluem o uso de máscara, tanto para o público como para os funcionários, menos interação no local e áreas espaçadas entre os convidados.

O plano, desenvolvido pelos departamentos locais de saúde e do trabalho, incentiva o público a lavar as mãos com frequência e a permanecer socialmente distante. No entanto, ainda não ficou claro quantas pessoas seriam permitidas no hipódromo Churchill Downs, em Louisville, no estado do Kentucky – que sedia a corrida desde 1875 e recebeu mais de 150 mil fãs no Derby do ano passado. Os ingressos poderiam ser cortados em até 60% da capacidade total, afirmou o presidente da instituição, Kevin Flanery.

Também não foi definido como os protocolos de segurança seriam aplicados, embora as autoridades tenham declarado que limitariam “fortemente” o acesso em toda a instalação. Os ingressos seriam vendidos apenas para a arquibancada inferior. “Os espectadores serão incentivados consistentemente e com frequência a usar máscara o tempo todo, a menos que estejam sentados em camarotes reservados”, segundo o plano. Flanery disse em entrevista que os funcionários seriam obrigados a usar máscara, respeitando os protocolos estaduais na data de realização da corrida. A máscara não é obrigatória, mas, neste momento, é amplamente incentivada no Kentucky.

“Será uma experiência muito diferente, e queremos ser respeitosos, avançando nos planos de maneira responsável. Confiamos na parceria com nossos espectadores para tornar essa experiência única e segura”, comentou Flanery.

Por enquanto, não está prevista a checagem das condições de saúde dos frequentadores das corridas. Apostas, drinques feitos com bourbon e iguarias culinárias estarão disponíveis em todo o hipódromo, mesmo que com alguns ajustes. A comida será servida em porções individuais, e não nas mesas dos chefs; áreas de compras e caixas de apostas ficarão separadas por fileiras, e os apostadores serão incentivados a usar o celular para fazer apostas.

Os apostadores desembolsaram cerca de US$ 251 milhões em todas as corridas do Kentucky Derby do ano passado, com US$ 48,4 milhões originários de apostas feitas pela internet por meio do TwinSpires, o site oficial de apostas virtuais do Churchill Downs.

Os ingressos comprados para a data original do Derby, em maio, foram automaticamente validados, segundo o comunicado do hipódromo. Os funcionários entrarão em contato com os compradores para confirmar se eles irão ao evento.

Flanery informou que o hipódromo trabalharia em conjunto com as autoridades do estado na atualização de protocolos, caso as circunstâncias mudem durante a pandemia do novo coronavírus. “Realmente, somos um evento único e uma instalação única. Não nos encaixamos nos moldes de um estádio ou de campo de golfe. Isso nos garante flexibilidade para trabalhar em nossas demandas”, disse Flanery a repórteres durante uma entrevista coletiva.

Os casos de coronavírus estão estabilizados no Kentucky, apesar do aumento do número de contaminados em outras áreas dos Estados Unidos.

Normalmente, o Kentucky Derby é a corrida inicial para a conquista da Tríplice Coroa, mas este ano ela foi adiada de 2 de maio para setembro por conta da pandemia. A única outra vez que se tomou essa medida foi no fim da Segunda Guerra Mundial.

As mudanças no Derby e no Preakness Stakes, que foi adiado de 16 de maio para 3 de outubro, significam que o Belmont Stakes se tornou a primeira etapa da Tríplice Coroa deste ano. Tiz the Law venceu a corrida diante de arquibancadas vazias.

O treinador do puro-sangue Tiz the Law, Barclay Tagg, comentou que, sem a plateia, o ambiente estava mais calmo e silencioso para os cavalos, mas o sentimento era de que estava faltando alguma coisa. “As corridas de cavalos prosperam com os espectadores. Se não houver público, não haverá corridas de cavalos no futuro”, afirmou Tagg, de 82 anos, ao The New York Times.

O Derby deste ano pode oferecer um resultado mais satisfatório do que a confusão que predominou no ano passado, quando o Maximum Security cruzou a linha de chegada em primeiro lugar, mas foi desclassificado e perdeu o título por cometer uma infração na pista molhada de chuva. Country House, um “azarão” com apostas que pagavam a proporção 65-1, foi declarado vencedor.

O Derby deste ano, como outros eventos esportivos no período da pandemia do novo coronavírus, pode ser igualmente atípico. “No momento, nada está definido. Podemos ter um competidor do Japão ou de outro lugar, mas é sempre bom ter o vencedor da Belmont Stakes, o Tiz the Law. Vamos fazer com que esse Derby seja tão fantástico quanto outras grandes corridas de 2019 e anteriores”, finalizou Flanery.

The New York Times Licensing Group – Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito do The New York Times. (O Estado de S.Paulo com The New York Times – Life/Style – Gillian R. Brassil)