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Las Vegas: a Capital Mundial do Entretenimento

12/12/2001

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E o esplendor dessa incrível “ilha da fantasia “leva a cada ano mais e mais pessoas a se entregar aos sonhos, em hotéis temáticos e de luxo, nos shoppings, nos incríveis shows e finos restaurantes e, claro, à primeira classe de jogo. Na verdade, lugar nenhum do mundo oferece tantas oportunidades como Las Vegas. Praticamente 36 milhões de pessoas estiveram na cidade no ano 2000, deixando nada menos que US$ 7,67 bilhões aos cofres públicos apenas em impostos e taxas sobre o jogo. Em 1999, o faturamento bruto do jogo em Las Vegas atingiu US$5,7 bilhões, contra US$ 5 bilhões em 98. São valores incríveis, até pelo fato de que o sonho, a fantasia e a vontade de jogar e ganhar nos cassinos.
Com cerca de 125 mil quartos na cidade, os hotéis e motéis de Las Vegas garantiram no ano passado uma ocupação média de 82,2%, gerando US$ 130 milhões em impostos e demonstrando, em conjunto com a arrecadação dos cassinos, o quanto é positico na economia o jogo sério e bem regulamentado. Para se ter uma idéia, o impacto da indústria de turismo na Capital Mundial do Entretenimento foi de US$ 28,6 bilhões em 1999, crescendo para US$ 31,4 bilhões no ano passado. De acordo com estudo do Las Vegas Concention and Visitors Authority, na média as pessoas que chegaram em Las Vegas no ano passado permaneceram na cidade por 4,7 dias, gastando em alimentação e bebidas US$ 187,32 e US$ 665,23 em jogo.
Las Vegas tem características únicas para quem quer se divertir. Além de bom jogo nos quase cem cassinos, o turista pode viver as mil e uma noites da Arábia, curtir as belezas de Veneza, esbaldar-se em praias com ondas, envolver-se com os mist’rios do Egito ou com as belezas da Roma antiga, almoçar em cafés parisienses, assistir a atrações circenses, passear pelo mundo do cinema, assistir a batalhas navais com piratas e mais, muito mais, já que Las Vegas é a Capital Mundial do Entretenimento. E tudo isso apenas passeando pelos inúmeros hotéis cassinos temáticos.
Além disso, a cidade é a que mais oferece opções de shows do mundo. Entre eles, destacam-se o show dos ilusionistas Siegrifiel an Roy, com seus tigres brancos, leões e elefantes, que desaparecem do palco a um simples estalar de dedos, em cartaz no Mirage desde 01/02/1990. Pode parecer exagero, mas a cada apresentação mais você tem vontade de voltar e rever algumas cenas e conferir as novidades que são incorporadas ao espetáculo.
Não se pode perder, também, as apresentações do Cirque du Soleil, que mantém dois espetáculos, um no Treasure Islad, composto por 70 acrobatas internacionais, palhaços, comediantes, atores, cantores, músicos e trapezistas que dão um show na produção “Mystere”. A outra apresentação, “O”, no Bellagio, é uma mega-produção que leva os espectadores a entrar em si mesmos para avaliar “algo de grande beleza: você mesmo”. Tudo numa grande piscina-teatro que faz da apresentação uma das mais bem elaboradas e intrincadas produções da história do entretenimento.
Outra fantástica apresentação tem lugar no MGM. Trata-se do espetáculo “EFX”, uma espetacular produção que mistura música, dança, efeitos visuais e pirotécnicos, e o “Blue Man Group”, no melhor estilo dos grandes shows da Broadway, que une musica, comédia e performances de multimídia no Luxor.
O Bally’s comtempla o turista de Las Vegas com o “Jubilee”, produção milionárias que trata da beleza das “showgirls”com muita dança e efeitos especiais, inclusive a reconstituição da noite em que o transatlântico Titanic afundou.
No New York New York, está em cartaz desde 1998 o espetáculo “Lord of the Dance”, que trata com maestria a dança irlandesa.
Para quem quer reviver o grande agito do canca francês, “The Folies Bergere”está em cartaz no Tropicana, numa produção multimilionárias que impressiona pela beleza das cores e das coreografias.
Os aficcionados por mágica e ilusionismo também contam com a apresentação de Lance Burton no Monte Carlo.
Alem dessas poucas referências apresentadas por Games Magazine, Las Vegas oferece shows dos mais importantes cantores e cantoras da atualidade, como Rod Stewart, George Benson, Barbra Streissand, B.B King, The Commodors, Johnny Mathis, Britney Spears, Buddy Guy, Little Richard, Eric Clapton, Kenny Rogers, N’SYNC, Sade, Natalie Cole, Madona, Ringo Star e Julio Iglesias, entre outros.
Outra atração imperdível em Las Vegas – e de graça – é o espetácuo de luzes que acontece extamente onde tudo começou na Capital Mundial do Entretenimento. Trata-se do Fremont Street Experience, um projeto de US$ 70 milhões que deu vidad nova ao centro de Las Vegas, lelou 15 meses para ser construído e compõe-se de um balé de 2,1 milhões de lâmpadas animado por um computador que combrem o “calçadão” da Fremont Street, a primeira rua da cidade, adicionado a efeitos sonsoros de impressionar. O início do show é as 18 horas e durante seis minutos todas as luzes vão convidando os turistas a entrar nos cassinos e tomar um drinque gratuíto. A “Experience” celebra a história de Las Vegas com o Neon Museum, onde autênticos neons dos anos 40 foram restaurados e fazem parte da decoração.
No final do século, Las Vegas foi escolhido como uma das paradas da estrada de ferro que ligaria o leste a Los Angeles. As obras tiveram início em 1905, quando construíram a ferrovia, bares e o primeiro hotel-cassino, o Union Plaza.
O jogo chegou a ser proibido no estado de Nevada, onde está Las Vegas, em 1910, mas não valeu muito para a cidade, que manteve a atividade clandestina nos subterrâneos de Vegas. Somente 21 anos depois a atividade voltaria à legalidade.
Durante esses 30 primeiros anos, Las Vegas manteve-se inerte, vivendo do jogo ilegal e das atividades da máfia. Em 1931, o governador Fred Frazer, vendo a proliferação das casas de jogo e o grande movimento advindo da cosntrução da represa Hoover Dam, no rio Colorado (na divisa entre Nevada e Arizona), resolveu legalizar o jogo em Nevada, criando impostos e taxas sobre a atividade. O que não mudou foi a atuação da máfia, que continuava mandando nos cassinos e fazendo buracos no deserto para enterrar inimigos.
A construção da Las Vegas Boulevard, a famosa Strip, foi iniciada ainda nos anos 30. O primeiro a se instalar na Strip foi Thomas Hull, que cosntruiu o El Rancho Vegas, a opção da época para hospedagem confortável e jogo de boa qualidade. Em 1941 foi inaugurado o “Last Frontier”, também na Strip, inspirado no tema “Oeste”. E em 1945 é aberto o maior hote-cassino da época, o “Golden Nugget”, obrigando os demais clubes a remodelar e ampliar instalações para competir com sua inteligência.
Mas o glamour de Las Vegas só veio na década de 40, quando o chefão mafioso Benjamim “Bugsy” Siegel lançou o coceito de mega-empreendimento, inaugurando o seu Flamingo em 26 de dezembro de 1946. Com iso, atraiu para a região o crime organizado. Não chegou a desfrutar o glamour por muito tempo, uma vez que foi assassinado logo depois da abertura do Flamingo. Nos anos 70 e 80, as características de lugar de mafiosos começou a cair por terra e hoje, controlados por uma agência federal extremamente rígida (a Cassino Control Comission), os cassinos são um exemplo de adminstração voltada para o turismo. Isso fez com que grandes grupos empresariais se instalassem em Las Vegas.
Por isso, a Las Vegas Boulevard, ou Strip, a larga avenida de nove quilômetros que corta a cidade, está recheada de hotéis-cassinos, nos mais variados estilos. Principalmente à noite, a beleza da Strip é realçada pelo brilho das luzes coloridas dos letreiros. Todo o visual é de impressionar, não só pela imponência, mas pelo bom gosto e criatividade, que fazem da cidade um show único no planeta.
Revista Games Magazine – Gildo Mazza