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Las Vegas – Façam o seu jogo senhores…

08/05/2002

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A ansiedade voa de Guarulhos, faz conexão em Dallas e desce comigo no oeste encantado, the day after.
Chegando ao destino ousadamente de “ American Airlines”, do alto o espetáculo já me surpreende.
O espetacular Grand Cannyon e o Rio Colorado, bravo de fama , que já subiu e desceu tantas histórias, parece uma imensidão azul de tinta derramada do tinteiro antigo, decerto um mimo do sol, acariciando as montanhas com jeito de poesia.
No imenso aeroporto, as máquinas sedutoras começam a provocar os possíveis apostadores na sorte.
A corrida de táxi até o hotel tem charme de primeiro city tour na charmosíssima terra do jogo.
Como é que pode, meu Deus, aquele pedaço de deserto parecer um oásis bilonário com palmeiras autênticas e fontes pra todo lado?
A inteligência e a criatividade do homem, ali, pedem licença e mandam lembranças de jamais esquecer.
Louvados meus olhos agradecidos, por registrar tanta beleza desenhada nas plantas da mais pura arte.
Chego ao meu hotel de dezesseis hectares, com mais de mil apartamentos, lojas, teatro, showrooms, restaurantes de classe, cassino de luxo, enfeitado com flamingos de verdade e de mentira, pingüins de mesmo no habitat gelado criado para eles, cachoeiras cantando de manso, córrego cristalino com peixes enormes, passarinhos alvoroçados trinando sua melodia universal, desfrutando a temperatura primaveril com média de vinte e dois graus.
Ledo engano cultural de quem enxerga Vegas apenas como a meca do jogo.
Para corações sensíveis, lá, é a arte quem dá as cartas em primeiro lugar.
Apesar de ter o impacto de um selvagem show do oeste e a sofisticação de Monte Carlo, os cassinos são verdadeiras galerias de obras primas.
Antiquários, exposições sem conta de artes plásticas, com visita inclusive de alguns impressionistas do Museu Guggenheim , nomes de peso do showbiz como Natalie Cole, Gladys Knight, Robin Wiliams, Dennis de Young, Danny Gans, Clint Holmes, espetáculos teatrais e circenses para todos os gostos, e fôlego para cumprimentar pessoalmente mais de cem celebridades como : Bush, Nicolas Cage, Elvis Presley, Whoopi Goldberg, Princesa Diana, Liberace, Madona entre tantos magos do esporte, teatro , música e cinema, no Museu de Cera Interativo de Madame Tussaud’s.
Lojas de todos os nomes e tentações também fazem parte do show 24 horas para os de pique total
É outro pecado pregar olho em Vegas. E quem quer dormir no mundo fantasiado de ilusões onde aposta-se tudo, até mesmo o que nem dá para acreditar.
Hotéis-cassinos idealizados minuciosamente para o “gambler” não arredar o pé.
Pode-se inclusive casar numa das deliciosas capelas exclusivas, que oferecem os pacotes de núpcias do tamanho dos sonhos de cada um.
Cassinos!.. de tirar dinheiro e o fôlego. Centenas. De todos os tamanhos e decorações. I never thgought.
Palácios de um bilhão de dólares com reproduções fiéis de Paris, Veneza, Roma, exploração bilionária de temas como arte barroca, ecologia, Idade Média, superlativo de luxo e muito mais.
Mas eles são outra história que depois eu vou contar.
Por enquanto fico por aqui encantada com a cordialidade do americano comum que freqüenta Las Vegas.
Gente simples afável e comunicativa. Sem pinta de dono do mundo.
O jogo é apenas uma diversão trivial do sagrado lazer.
Parece que depois do horrível atentado das Torres em 11 de setembro, sobrou muita vontade de ser feliz do jeito que for possível.
No meio da multidão de apostadores, centenas de idosos têm a sua hora e sua vez. São respeitadíssimos enquanto jogam ou trabalham.
Nunca vi tantas cadeiras de rodas. Davam a impressão de ser apenas um meio de locomoção mais confortável , para pessoas de bem com a vida que brincavam…ganhavam…perdiam, diga-se logo, apenas as verdinhas, jamais o sorriso de ganhador desenhado na cara feliz.
De magnatas e grandes ariscadores deixo para o cinema florear.
As emoções dançam no meu peito e nem sei qual é a número um.
Amei a Natalie Cole. Os outros shows também. O museu de cera…as galerias…e acima de tudo a sensacional conversa de tribo com os ilustres colegas escritores que apostaram e ganharam na idéia feliz de conhecer, deliciar-se e comprar um bocadinho de ilusões em Las Vegas, The Fantasyland, coração do inesquecível…. American Farwest.
O Globo – Prosa & Verso – Vilma Duarte