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Las Vegas fascinante

17/09/2002

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A cidade de Las Vegas é realmente fascinante. Além de ser considerada, hoje, um dos maiores centros de entretenimento mundial, a Las Vegas que ganhou fama por seus cassinos, vem se tornando também, nos últimos anos, como um local ideal para realização de eventos de negócios. Milhares de executivos do mundo inteiro se reúnem ali anualmente para conhecer e discutir estratégias empresariais do universo globalizado. Outro segmento que também está tendo um incremento considerável, em Las Vegas, é o da terceira idade. Por aí se vê, então, que Las Vegas não é mais o destino só para quem quer testar a sorte na roleta. É um lugar procurado por visitantes de múltiplas facetas. Várias atrações estão ali à disposição do turista. Pode começar por um simples passeio pela Las Vegas Boulevard, a famosa “strip”. Nessa fantástica avenida estão algumas das maiores atrações da cidade e os mais suntuosos Hotéis Cassinos, verdadeiros parques de diversões durante 24 horas. Realmente, as atrações são muitas, sem falar no roteiro de compras e nos passeios pelos arredores da cidade, como ao Grand Canyon. Definitivamente, Las Vegas é uma experiência inesquecível.
Mania de grandeza
Dos 16 maiores hotéis do mundo, 15 ficam em Las Vegas, a começar pelo MGM Grand, o número 1, com 5.005 quartos e 93 elevadores. No total, a cidade tem mais de 200 hotéis e oferece mais de 100 mil quartos às multidões, que, faça sol ou faça chuva, atravessam o Deserto de Nevada para fazer uma fezinha. Por ano, Las Vegas recebe cerca de 30 milhões de visitantes. Quem acha pouco, saiba que o Brasil inteiro, um país de dimensões continentais, mal atinge um quinto desse número.
O mundo dos hotéis-cassinos
Quem vai a Las Vegas sabe o que procura – e o jogo, razão de ser da cidade do Estado de Nevada, é o principal motivo. Na mesa verde, em cada gesto, em cada olhar, em cada gota de suor, a esperança de vencer. Mas há quem negligencie o jogo e o inclua no roteiro para desfrutar a sucessão de hotéis-cassinos monumentais da Las Vegas Strip, a avenida principal, o espírito kitsch da arquitetura local, a profusão de néon nas fachadas, os espetáculos de circo, dança e música. Las Vegas é autêntica como um parque temático. Mas há quem prefira assim, já que os parques costumam funcionar muito bem e não oferecem maiores riscos para o visitante. O único perigo é não se controlar diante da roleta ou do caça-níquel.
O que ver e fazer
Em Las Vegas, é impossível separar a rede hoteleira das atrações turísticas: ela própria é a verdadeira razão de ser da cidade. A maioria deles fica na Strip, ou Las Vegas Boulevard e cada um tem características e atividades diferentes. Se em época de feriados e convenções o preço é salgado, fora de estação podem-se conseguir verdadeiras pechinchas. Se possível, dê preferência para ficar durante a semana, pois os preços sobem aos sábados e domingos.
Circus Circus: Mesmo quem não está hospedado aqui, deve conhecê-lo e ver uma das diversas apresentações diárias dos malabaristas, equilibristas, palhaços e mágicos. É o hotel mais colorido e lúdico de Las Vegas, onde o adulto é constantemente lembrado de que uma parte de si nunca deixou de ser criança. Para quem viaja com filhos pequenos, é o hotel ideal.
MGM Grand: O nome já diz tudo. Grandioso, é o maior hotel da cidade, com 5.005 quartos. Não é difícil se perder nele: há 93 elevadores no hotel. Há alguns anos, o desenho de um leão, como o que ruge no início dos filmes da MGM, guardava a entrada do cassino. Achando que a fera podia assustar os jogadores, os donos do hotel o substituíram por uma estátua de bronze, também em formato de leão. Para quem busca entretenimento, o MGM é perfeito, oferecendo um parque de diversões similar ao seu homônimo, na Flórida.
Caesars Palace: Do lado de fora, as fontes da entrada já anunciam a opulência romana. Dentro, o tema persiste, na arquitetura e na maneira como se vestem as garçonetes: em togas brancas com detalhes em dourado. Dançar no Barco de Cleópatra, uma discoteca que balança (ligeiramente), é um dos programas noturnos mais divertidos de Las Vegas. O shopping do hotel, o fórum, também são imperdíveis. O teto imita o céu e se torna mais claro ou escuro, simulando a mudança da luz no decorrer do dia. Em um dos espaços, estão reunidas várias estátuas que, em determinados horários, ganham vida e até falam.
Luxor: A esfinge imponente na porta já insinua: decifra-me ou te devoro. Este hotel-cassino é um dos mais procurados pelos turistas. Perca-se pelo edifício em forma de pirâmide, passeie de barquinho no “Nilo” e decifre os hieroglifos da área do cassino e do túmulo de Tutankamon. Não faltam atrações: cinema 3-D e o passeio “Em Busca do Obelisco”, uma viagem que é adrenalina pura.
New York-New York: Ao ver de longe a Estátua da Liberdade, você pode até se iludir por um segundo. Inaugurado em 97, o hotel é uma réplica perfeita da cidade, com os marcos principais, como o Empire State Building, a Ponte de Brooklyn e o Chrysler Building, claro, em menor escala. No saguão, estão representados os bairros descolados de Nova York: SoHo e West Village. A área do cassino é inspirada no Central Park, com lamparinas, um riozinho e árvores falsas com cores de outono. Como se não bastasse, uma montanha-russa rodeia os prédios.
Mirage: Não, não é uma miragem. Este hotel existe e é um dos mais exóticos da cidade, com palmeiras, cascatas e muita natureza. Do lado de fora, um vulcão artificial entra em erupção a cada hora. Na recepção, tubarões passeiam pelo aquário atrás do balcão. Não deixe de ver os tigres brancos em seu hábitat de vidro e os golfinhos nadando na piscina. À noite, é possível escutar jazz no Lagoon Saloon ou melodias clássicas no Baccarat Bar.
Treasure Island: Como o nome diz, nessa “ilha do tesouro” a aventura fala mais alto. Todos os dias, centenas de turistas se espremem para ver o espetáculo que ocorre a partir das 16 horas, a cada 90 minutos: uma simulação de batalha entre uma nau inglesa e um barco pirata, no meio de um lago. Literalmente, a coisa pega fogo. Vários atores treinados participam do show gratuito, para torná-lo realidade aos olhos atônitos do público.
Stratosphere: Se você quiser ter uma vista de 360° da cidade, esse é o hotel perfeito. Futurista, para subir em sua torre da altura de um prédio de 135 andares, é preciso pegar o stratovator, o rápido elevador que leva à “estratosfera”. Se isso ainda não é adrenalina suficiente, dê uma volta na montanha-russa localizada lá no topo.
Excalibur: Na época em que foi inaugurado, em 1990, este hotel-castelo de 4.032 quartos era o maior do mundo. Sinta-se nos tempos da távola redonda do rei Artur, visitando a Capela Camelot, uma das mais charmosas de Las Vegas, com decoração medieval. No fundo do cassino, há diversão grátis no jogo “espada na pedra”: se você conseguir tirar a espada da pedra, ganhará US$ 10 mil. Ainda no tema medieval, o Excalibur oferece um dos shows-jantares mais divertidos de Las Vegas, o King Arthur’s Tournament, no qual cavaleiros disputam o amor de uma princesa e é preciso literalmente colocar a mão na massa para comer.
Paris-Las Vegas: Não satisfeita com seus hotéis inspirados em Nova York, Egito e Rio de Janeiro, Las Vegas quis ter a seus pés a “Cidade-Luz”, com direito a uma réplica da Torre Eiffel e de outros pontos turísticos de Paris. Para criar um clima francês, os funcionários cumprimentam os hóspedes com um bonjour!
Bellagio: Seu estilo foi inspirado nas vilas italianas do século 19, e, portanto, não poderia faltar um grande lago do lado de fora. O hotel Bellagio acrescentou um pouco de cultura à cidade. Na Galeria de Artes Bellagio é possível ver obras de Monet, Picasso e Van Gogh por US$ 12.
Dicas
Como circular: Como tudo é perto e o trânsito, caótico, a melhor maneira de conhecer a cidade é a pé. Se você se cansar, há ônibus que imitam bondinhos e que levam os turistas de hotel em hotel.
Informações úteis: Para quem quer evitar a maratona do casamento – fazer curso de noivo, marcar horário na igreja, contratar bufê e escolher vestido, entre outras coisas – Las Vegas é um sonho. Com a lei generosa do Estado de Nevada, até os casamentos são em ritmo de fast-food. Pode-se passar pelo drive-thru 24 horas sem sair do carro, pagar uma taxa de cerca de US$ 25, mostrar as alianças e, pela janela mesmo, concluir a cerimônia em dez minutinhos. Duas das principais “capelas” são a Little White Chapel e a Graceland Wedding Chapel, ambas na Strip. Os matrimônios mais exóticos (ou “cafonas”, no olhar de alguns) também se passam nessa louca cidade: pode-se casar de helicóptero, de balão, a cavalo ou ainda saltando de bungy-jumping, a última moda. Nessa cidade, para os que gostam de desembolsar e querem ser turistas em grande estilo, a gorjeta não pode ser esquecida. Ofereça (US$ 1 basta) para os carregadores de mala, garçonetes nos cassinos, manobristas dos estacionamentos, crupiês das mesas de jogos (se você ganhar, é claro!).
História e cultura
Mexicanos, mórmons e mineradores
– Os primeiros sinais de civilização vieram com os comerciantes mexicanos, passando pela região quando viajavam à Califórnia. Em seguida, surgiram os missionários mórmons, prontos para estabelecer uma comunidade por lá. Mineradores também foram atraídos pelo ouro e pela prata descobertos na região. Em 1903, chegou a linha férrea à cidade, tornando Las Vegas um ponto de parada para quem atravessava o Estado. A procura pela terra entrou em alta. A cidade, então, começou a ganhar forma e cara, primeiro com o estabelecimento de saloons. A quadra número 16, formada pelas ruas Ogden, Stewart, First e Second, foi designada como distrito dos bordéis. Atendendo à demanda dos novos visitantes, hotéis, bancos e lojas começaram a ser erguidos na Fremont St., onde hoje é o centro antigo. Mas a cidade modesta ainda estava longe dos padrões megalomaníacos de hoje.
Barragem Hoover, legalização dos cassinos e mafiosos – Na década de 30 deste século a cidade ganhou impulso. Dois acontecimentos foram decisivos: a construção da Barragem Hoover na área, represando as águas do Rio Colorado e empregando 5 mil operários, e a legalização dos cassinos. Las Vegas começou a ser uma grande área de entretenimento para esses trabalhadores. Já com sua fama de “aqui tudo pode”, a cidade começou a atrair gângsteres de todos os lugares. O mafioso Benjamin “Bugsy” Siegel abriu o caminho, ao chegar em Las Vegas nos anos 40 e inaugurar o Hotel Flamingo para explorar a renda dos cassinos. Entre 1951 e 1958, 11 grandes hotéis-cassinos entraram na cidade, quase todos abertos com dinheiro do submundo. Outro importante investidor foi o multimilionário e industrial de aviões de guerra Howard Hughes. Quando o quarto onde estava hospedado foi requisitado para um famoso jogador, ele, irritado, resolveu comprar o hotel inteiro. A turma de Frank Sinatra (Dean Martin, Sammy Davis Jr. e Lena Horne) também seduziu-se por Las Vegas. Suas apresentações no Copa Room do Hotel Sands eram lendárias. A mistura do ambiente permissivo com a música de qualidade no ar foi fatal: Las Vegas nunca mais foi a mesma.
Ficha técnica
População: 2 milhão de habitantes.
Área: 218 km² (a área metropolitana tem 616 km²).
Língua: Inglês (oficial).
Moeda: Dólar.
Voltagem: 110 volts.
Código telefônico: 702. Para ligar do Brasil, disque o prefixo de DDI (00), o código da operadora (XX), o código dos Estados Unidos (1), o código de Las Vegas (702) e o número do telefone local.
Pesos e medidas: Milha (1,6 km), libra (454 gramas) e galão (4,6 litros).