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Loteria ilegal de colombianos se espalha em mercados de Teresina (PI)

21/01/2019

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A loteria ilegal operada pelos colombianos chamada Muita Sorte é vendida sem repressão nos mercados de Teresina e na Ceasa

Denunciados por agiotagem, mas nunca reprimidos, os colombianos estão explorando loteria ilegal em Teresina, a Muita Sorte, abertamente nos mercados de Teresina e na Ceasa (Central de Abastecimento no Piauí).

Na manhã deste domingo (20), uma jovem estava vendendo os bilhetes, a R$ 2,00 cada, para os comerciantes, clientes, motoristas de táxi e mototaxistas no Mercado do Parque Piauí, na zona Sul de Teresina.
A loteria dos colombianos tem uma semelhança com o jogo do bicho, que também é muito vendido nos mercados e esquinas, ruas e avenidas de Teresina. Cada bilhete tem três milhares, uma combinação de quatro números.
A comerciante Paula Silva conta que seu marido, Mayfleyne Cardoso, que tem uma loja de vendas de CDs e DVDs no Mercado do Parque Piauí, já ganhou R$ 500,00 uma vez.
Ela falou que os sorteios são realizados de terça-feira a domingo, no próprio Mercado do Parque Piauí, em um globo com bolas numeradas, que são mostradas pelas jovens que vendem os bilhetes.
Paula Silva informou que o sorteio diário é de R$ 500, mas quando acumula é sorteado R$ 1 mil. “Neste domingo (20), o prêmio acumulou, não apareceu o ganhador e na terça-feira vão ser sorteados R$ 1,5 mil”, falou Paula Silva.
O taxista Antônio Albuquerque afirmou que jovens aparecem todos os dias vendendo os bilhetes da loteria dos colombianos. “São os colombianos os donos da loteria”, falou Antônio Albuquerque, que comprou no domingo um bilhete.
Apesar de não ter a repressão policial e ser admitida pelas direções dos Mercados Municipais de Teresina e Ceasa, a loteria dos colombianos é ilegal, não tem nenhum registro no Brasil e a Polícia Civil do Maranhão já prendeu colombianos com os bilhetes ilegais e muito dinheiro.
Prisão no Maranhão
Quatro colombianos e dois paraenses foram presos em Santa Inês (MA), com milhares de bilhetes de loteria não autorizada da Colômbia. As prisões foram feitas pela Polícia Civil de Santa Inês, após um mês de investigações iniciadas a partir de denúncias anônimas.
Os presos foram identificados como Duvan Fernandez Caicedo, 29 anos, natural da cidade de Mercaderes (Colômbia), que era o responsável pelo grupo; Anyi Paola Fernandez, 19 anos, também natural de Mercaderes (Colômbia); Franklin Ruiz Botina, 30 anos, natural de La Union Nariño (Colômbia); Alba Nancy Hernandez, 26 anos, também da cidade de de La Union Nariño (Colômbia). Além dos estrangeiros, foram    presas duas pessoas de Santarém no Pará: Augusto Cesar Santos Marques, 35 anos; Natasha Castro dos Santos, 22 anos.
A Polícia Civil informou que o grupo estava sendo monitorado desde novembro e após uma diligência na região central da cidade, a equipe da Delegacia Regional de Santa Inês encontrou os suspeitos vendendo os bilhetes de loteria.
Na abordagem, os policiais encontraram certa quantidade de bilhetes prontos para serem vendidos, assim como valor não revelado de dinheiro trocado. Os suspeitos levaram a polícia até o local onde moravam, onde foi possível prender o restante da quadrilha.
No local, a polícia conseguiu apreender milhares de bilhetes, e mais uma quantia em dinheiro, juntamente com todo o material contábil do grupo, além de fotografias de supostos ganhadores da loteria colombiana.
Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP-MA), todos confirmaram em depoimento que essa prática de loteria irregular é realizada por todos do grupo e que a mesma não é registrada no Brasil. Em menos de um ano, 12 colombianos foram presos em Santa Inês. (Blog Efrém Ribeiro – Meionorte.com – Teresina – PI)