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Loteria vicia moradores de Xangai, na China

05/03/2002

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Os 15 milhões de habitantes de Xangai consomem 43 milhões de bilhetes de loteria todo mês.
Segundo os médicos, muitos deles estão desenvolvendo uma obsessão com a possibilidade de ganhar o prêmio de US$ 600 mil.
Apesar da preocupação, as loterias chinesas vêm se transformando numa grande fonte de renda para o governo nos últimos anos.
Sonho de riqueza
Pelo menos metade da população de Xangai diz já ter jogado na loteria pelo menos uma vez e médicos dizem que muitos não conseguem parar de pensar no prêmio. Segundo o jornal Shanghai Daily, pelo menos 12 pessoas estão sendo tratadas no centro de saúde mental da cidade depois de se viciarem na loteria.
O médico Xia Xiuyin disse ao jornal que um de seus pacientes apresentava sinais típicos do problema. Segundo ele, o homem teria escrito nas paredes de casa os números sorteados em concursos anteriores e ficava extremamente animado quando ganhava qualquer prêmio, mas extremamente deprimido quando não ganhava nada.
Proibição
Há notícias de que a cidade de Fuzhou, no sudeste da China, teria proibido as vendas de bilhetes de loteria até o ano novo chinês, que cai no final de janeiro. A proibição foi determinada depois do registro de um grande aumento de roubos às vésperas das festas de ano novo em janeiro de 2000.
A polícia acredita que os roubos ocorreram depois que muitos imigrantes ficaram sem dinheiro após terem gasto tudo o que tinham em bilhetes de loteria. Especialistas dizem que o desemprego tem contribuído para um aumento da popularidade da loteria – e que muitos têm dificuldade de abandonar o vício, especialmente porque outros jogos de azar são proibidos na China.
Agência – CBS – Duncan Hewitt em Xangai