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Loterias do Paraná arrecadaram R$ 172 milhões em 2002

11/12/2002

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O Serviço de Loterias do Paraná (Serlopar) arrecadou R$ 172,8 milhões no ano de 2002. Do total, 80% -ou R$ 138,2 milhões- foram repassados à Secretaria da Criança e Assuntos da Família para investimento em programas de assistência social. O Serlopar possui atualmente seis jogos em funcionamento no Paraná: Pimba, Roda da Sorte, Sena do Paraná, Videoloteria, Totobola e Tribingo.
Os jogos geram 5 mil empregos diretos e cerca de 15 mil indiretos em todo o Estado. “O Paraná conseguiu aumentar a arrecadação com a regulamentação dos jogos, transparência nas licitações e rígido controle sobre máquinas que operam em sistemas off line e máquinas de rua, sobre as quais não havia nenhuma fiscalização”, explica o secretário de Governo, José Cid Campêlo Filho.
O secretário conta que o Paraná foi pioneiro na regularização das videoloterias e o terceiro a estadualizar o serviço de bingo.
A videoloteria está em 26 casas de bingo do Paraná. São 1.096 terminais instalados. “Este serviço funciona online, à prova de fraudes, oferecendo credibilidade e garantindo recursos para obras sociais”, diz Campelo.
O serviço no Paraná é explorado pela Larami. De cada aposta, 85% é destinado à premiação e 15% é a comissão do Estado. Da parte do Estado, 23% vão para o Serlopar (que repassa os recursos para a Secretaria da Criança); 20% para a operadora; 24% para os donos dos terminais eletrônicos e 33% para os revendedores.
O serviço de videoloteria foi criado para substituir as máquinas caça-níqueis, consideradas ilegais porque podem ser facilmente adulteradas, mesmo após perícia técnica dos equipamentos. “Os caça-níqueis dão poucas chances de ganho ao jogador e também são proibidos porque induzem jovens e crianças ao vício”, diz Campêlo.
O percentual de chance de premiação de cada máquina ilegal não passa de 40% sobre o volume da aposta. Na Europa e nos Estados Unidos, onde os jogos de azar são liberados, o índice de retorno do apostador chega a 92%.
Bingos Com a resolução 27, de 19 de agosto deste ano, o Estado também regulamentou os jogos de bingo. Os terminais do Tribingo estão instalados em 35 casas de bingo do Paraná.
“A resolução regulamentou o setor, que agora passa por uma fiscalização periódica nas casas e nas máquinas”, conta o secretário de Governo. Para obter o credenciamento, o Serlopar exige toda a documentação que prove que a casa de bingo é legal e que está em dia com os impostos. As casas também têm de ter um local próprio para instalação dos terminais e fazer uma prestação mensal de contas ao governo estadual.
De acordo com a resolução, não é permitido o ingresso de menores de dezoito anos nas salas, que devem ter capacidade mínima para duzentos participantes sentados.
A casa de bingo paga uma taxa mensal por cadeira para manter o Tribingo. Do total pago ao Serlopar (cerca de R$ 400 mil mensais), 20% são usados para despesas, 40% vão para a Secretaria da Criança e os outros 40% para a Paraná Esporte, que usa para financiamento do esporte amador.
Os prêmios acima de R$ 5 mil deverão ser previamente autorizados pelo Serlopar. “Estas medidas evitam que os terminais sejam utilizados para lavagem de dinheiro”, explicou Campêlo.
Segundo ele, o Governo do Paraná disciplinou o uso de jogos de loteria e das casas de bingo. “No Paraná, as casas de bingo e jogos de loteria são sinônimo de diversão e não de exploração, ao contrário do que acontece em outros estados onde servem de locais de prostituição e tráfico de drogas.”
Os demais jogos: Pimba, Roda da Sorte, Sena do Paraná explorados pela Gtech e o Totobola explorado pela empresa gaúcha Kolmac, funcionam em lotéricas do Estado.
Paraná Online (PR)