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Lotéricos do Sul do país suspenderão pagamento do Bolsa Família a partir de abril

25/03/2014

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Donos de casas lotéricas de Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul estiveram reunidos neste final de semana em Florianópolis para discutir ações que serão desenvolvidas pelos empresários para pressionar a Caixa Econômica Federal e o Governo Federal a atenderam as reivindicações da classe. Uma das principais queixas é a defasagem no valor das tarifas bancárias pagas pela Caixa pelos serviços prestados na Casas lotéricas. Segundo o presidente do Sindicato  dos Empresários das Lotéricas de Santa Catarina (SINDELSC), Gilmar Cechet, os protestos, em toda a região Sul do País, iniciam no próximo dia 22 de abril.

Outras decisões foram tomadas na assembleia que reuniu cerca de 700 lotéricos, como a intimação judicial que será endereçada à CEF para que o valor do repasse seja reajustado. No entanto, a ação que fará mais barulho será a não recebimento do pagamento do Programa “Bolsa Família” a partir do dia 22 de abril próximo. Outras contas, como de luz, água e telefone, também serão rejeitadas pelas casas lotéricas. “Só aceitaremos jogos das loterias da Caixa”, adianta Cechet, que é dono de uma Lotérica em Criciúma e sente na pele as mazelas sofridas pela categoria.

O dirigente avisa que todas as 70 casas lotéricas do Sul do estado, incluindo as 13 de Criciúma, vão aderir ao movimento que poderá culminar em greve por tempo indeterminado, caso a Caixa Econômica Federal não atenda às solicitações dos empresários. (Com Criciúma News)

Lotéricas suspendem serviços em protesto

Recebimento do Bolsa Família e pagamento de conta aos sábados serão impedidos

Mais de 700 donos de lotéricas do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná se reuniram em uma assembleia deliberativa nesse sábado, em Florianópolis. A categoria colocou em pauta a defasagem referente ao repasse em relação à tarifa das contas pagas nas casas lotéricas e a dificuldade dos empresários manterem os serviços por causa do pouco retorno e da mão de obra elevada. Conforme o presidente do Sindicato dos Empresários das Lotéricas de Santa Catarina (Sindelsc), Gilmar Cechet, foram deliberadas atitudes mais amenas durante a reunião. Ao todo, foram definidas três medidas em forma de protesto.

A categoria vai elaborar uma ação judicial retroativa a cinco anos em relação ao reajuste salarial. A ação vai ser tratada na esfera federal e ainda não tem data para ser concluída. Pagamentos de contas aos sábados serão impedidos a partir do dia 22 de abril. De acordo com Cechet, a terceira medida será a mais radical. “A decisão mais drástica é a suspensão do beneficio do Bolsa Família. Essa medida causará mais impacto na população, pois o beneficio poderá ser retirado apenas nas agências da Caixa Econômica, que não estão inseridas em todas as cidades, o que vai provocar o deslocamento destas pessoas que são beneficiadas”, explica o presidente do sindicato. O benefício vai parar de ser concedido também no dia 22 de abril.

Com estas atitudes, segundo Cechet, poderá ser aberto um canal de discussão com a Caixa Econômica, que, até então, não foi aberta. Nos últimos 13 anos, os repasses das contas pagas nas casas lotéricas não acompanharam os demais reajustes, como o salário dos funcionários. A cada conta paga pelo cidadão, os lotéricos recebem R$ 0,37. Caso a pessoa pague uma conta telefônica e outra de luz, o lotérico receberá R$ 0,74. Em 2001, esse valor era de R$ 0,22. “Houve um aumento de 68% em um período de 13 anos, sendo que o salário dos funcionários aumentou 300%”, compara. Além disso, o Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) teve um aumento de 180%. 

Essas determinações ocorrem nos três Estados do Sul do país, os demais estudam medidas para chamar atenção da Caixa Econômica.“O desespero maior é no Sul, onde o piso salarial do atendente é maior em comparação com outros Estados”, destaca. Um atendente da região Nordeste recebe o piso de R$ 650. No Sul, o piso é de R$ 837. A Região Carbonífera conta com 70 lotéricas, 13 em Criciúma. (Engeplus – Douglas Saviato)