Home Lotérica ‘Lotéricos pedem Socorro’
< Voltar

‘Lotéricos pedem Socorro’

02/09/2015

Compartilhe

Hoje, véspera do dia D da Classe, me recordo da indignação que senti no dia 30 de julho, quando a Caixa Econômica Federal divulgou que haveria o ‘sorteio da morte’. Lembro também da revolta com a Caixa e com a FEBRALOT pela inércia e falta de iniciativa.

Juntamos um grupo de pouco mais de 30 lotéricos de Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e os ‘grandes guerreiros’ de Brasília. Íamos sim forçar uma situação na Assembleia da FEBRALOT, pois estávamos muito revoltados e sem qualquer informação.

Nos reunimos em frente à Agencia da Caixa do Aeroporto de Brasília. Vestimos as camisetas, que ao longo do mês de agosto se tornou o símbolo da revolta dos lotéricos. E ali, resolvemos que não deveríamos interferir na reunião da FEBRALOT, mas sim iniciar um trabalho de esclarecimento a nível parlamentar da situação dos lotéricos.

Com o auxílio do companheiro Bruno Rizzo (Lotérico de BH), que havia usado o seus conhecimentos pessoais para agendar a primeira audiência com o deputado Weliton Prado (PT-MG), que nos recebeu, orientou, e principalmente nos deu a certeza que trilhávamos o caminho correto. Neste mesmo dia recebemos via Facebook o apoio de outros lotéricos de vários cantos do país, que entenderam a mobilização espontânea, e fizeram contatos com os políticos conhecidos, e nós fomos visitando vários gabinetes, onde íamos surgiam as perguntas sobre o que era aquilo.

Por fim, resolvemos ir agradecer ao deputado Beto Mansur (PRB-SP), pela sua dedicação à nossa categoria, quando fomos muito bem recebidos pelo assessor do gabinete Júlio Mansur.

No dia 5 de agosto, saímos com os ânimos revigorados, sabíamos que tínhamos outros que nos apoiariam, e que este caminho paralelo poderia gerar resultados. Formou-se uma corrente, onde todos lotéricos se envolveram, ligaram, mandaram e-mails, fizeram contatos. E tivemos muitas declarações de apoio de deputados, senadores, audiências estaduais, etc…

No dia da votação do requerimento do deputado Nelson Marquezelli (PTB-SP) para realização da audiência pública na Comissão de Legislação Participativa, lá estavam a diretoria da FEBRALOT, dirigentes sindicais e os ‘guerreiros de Brasília’, que contavam minuto a minuto o número de deputados. Começamos a ligar para os gabinetes solicitando a presença dos parlamentares. Até que o quórum foi alcançado, cada um no seu lugar, sentimos a satisfação da vitória de uma batalha.

No dia 20 de agosto a Caixa cumpriu o prometido e fez o ‘sorteio da morte’, novamente o desânimo se abateu sobre a categoria, mas logo no dia seguinte à grande surpresa, agora eram muitos mais empresários unidos e com maior garra.

Estamos na véspera do dia 03 de setembro, quando os lotéricos estarão dando a grande demonstração de mobilização e união. Não esperamos que o problema das licitações seja resolvido na Audiência Pública, mas temos a certeza que todos estarão com os olhos voltados para nós e, se formos fortes e unidos, teremos os apoios necessários para podermos seguir as nossas vidas.

Estaremos lá, não-licitados, licitados, sindicatos e FEBRALOT. Todos unidos pelas mesmas causas, com as vaidades colocadas de lado, trabalhando pelo objetivo maior que é SERMOS RESPEITADOS.

(*) Luiz Carlos Schmidt é empresário lotérico do Rio de Janeiro