Home Cassino Manuel San Román: “Para mim é um orgulho o setor de jogos no Peru”
< Voltar

,

Manuel San Román: “Para mim é um orgulho o setor de jogos no Peru”

26/07/2018

Compartilhe

Manuel San Román, que foi fundamental para a implantação do marco regulatório do jogo no Peru, foi mantido no cargo de Diretor de Jogos mesmo depois da passagem de três diferentes presidentes de República

O diretor-geral de Juegos de Casino y Máquinas Tragamonedas do Ministerio de Comercio Exterior y Turismo – Mincetur do Peru, Manuel San Román falou com exclusividade ao portal SoloAzar durante a 16ª edição da Peru Gaming Show – PGS 2018, realizada no Centro de Exposições do Jockey de Lima. O PGS já é considerado um dos maiores eventos da América Latina no setor de jogos.

Durante a entrevista, San Roman comentou sobre os países que ainda proíbem a operação de jogos de azar.

“Eu acho que os países que proibiram a atividade, a tendência lógica e normal será regular. A experiência mostra que a proibição dessa atividade é mais prejudicial do que regulá-la, atrai outros tipos de problemas que são piores. Acho que o melhor que temos é a regulação, porque isso permite controlar a atividade”, disse. Confira:

***

Como você vê o setor de jogos no Peru?

Para mim é um orgulho o setor de jogos no Peru. Toda vez que saímos do país, vemos com que respeito e com que admiração eles nos vêem. O que foi alcançado no Peru em relação às salas presenciais. As salas presenciais são 100% legais e toda vez que há alguma ilegalidade nós imediatamente a combatemos. Na semana passada, quebramos 280 vídeos-slots. Cada vez a ilegalidade é menor, cada vez encontro menos máquinas. Então vejo um mercado bastante estável, com operadores respeitando a autoridade. Seja como for, há um diálogo aberto, uma política de portas abertas e isso permite o fortalecimento em ambos os lados.

De acordo com sua experiência, como você vê o resto dos países da América Latina?

O que acontece é que cada país tem uma realidade diferente e desafios diferentes. Quando vemos de alguma forma o que está acontecendo em outros países, de repente já percorremos essa estrada, e também vemos países que já percorreram um caminho que queremos percorrer, então vemos essencialmente que os problemas são semelhantes e o que nos serve quando nos encontramos, é um intercâmbio de experiências. O Peru tem servido de experiência com as salas presenciais, bem como a experiência que a Colômbia tem com jogos online e apostas esportivas, mas vejo uma região muito sólida e, acima de tudo, alcançamos uma irmandade muito grande entre os reguladores, e até temos uma rede através da qual trocamos nossas experiências e comentários. Portanto, vejo a região como sólida. Eu acho que os países que proibiram a atividade, a tendência lógica e normal será regular. A experiência mostra que a proibição dessa atividade é mais prejudicial do que regulá-la, atrai outros tipos de problemas que são piores. Acho que o melhor que temos é a regulação, porque isso permite controlar a atividade.

Com relação ao jogo online, na palestra você deu algumas dicas sobre como um operador deve fazer para obter uma licença.

A questão é que a Internet não tem barreiras. São os cidadãos que entram na Internet, não importa onde estejam localizados, então o que temos a ver é como regulá-la e como controlá-la. Há necessidade de regulamentar os jogos pela Internet e simplesmente sobra muito dinheiro quando essas empresas operam off-shore, porque não deixam nenhuma rentabilidade para o país, nem operam nenhum tipo de controle em relação a tempo, quantidade de dinheiro, menores ou as pessoas que são afetadas pela ludopatia e, então regular nos permite operar todos esses tipos de controles e saber que eles estão trabalhando em um país onde existem normas de prevenção de lavagem de dinheiro e jogo responsável. Estas são as dicas que damos e, com base nessas dicas, acredito que existem empresas que vão vir se estabelecer. Então, isso é uma coisa boa para o Peru, porque se existem empresas que vão se estabelecer aqui e que operam com empresas já estabelecidas no Peru, isso é seguro, em relação àquelas que não sabem onde estão nem se têm certeza que eles vão pagar as apostas.

Quando você acha que a lei será aprovada no Peru?

Eu calculo que a lei sairá em outubro. Se de acordo com as faculdades legislativas que receberam este projeto de lei, antes de 60 dias poderíamos ter a lei aprovada pelo Congresso.

Com relação a outros países, que características do que é a regulamentação no Peru poderiam levar em consideração em seus próprios países?

Eu acho que os outros países que mais lhes interessam é que nós aqui no Peru controlamos quais eram as máquinas destinadas a menores, que são proibidas. Toda vez que encontramos esse tipo de máquina, nós a quebramos. Outra força nossa tem sido conseguir a formalização dando dois passos atrás para avançar quatro. Tivemos de aceitar alguma flexibilidade no que diz respeito à questão dos principais projetos. Outra questão que também interessa muito é a interligação das vídeos-slot com o MINCETUR, porque é uma questão de controle. No início, alguns reclamaram, e agora não há uma única empresa que se queixe de ter esses sistemas de controle, que se tornaram sistemas de gerenciamento das salas e ferramentas que lhes permitem saber quais máquinas produzem mais e onde produzem mais, então todo esse tópico estatístico funcionou para eles, e acredito que essas experiências são o que mais lhes serviram e o que mais lhes interessam no congresso.

Como vocês vão fazer agora o controle online de apostas esportivas?

Todos nós vamos ter que nos capacitarmos. Também cabe a nós trazer alguns novos funcionários com muita experiência na parte de informática, porque é um tema completamente diferente do que acontece nas máquinas presenciais. O sistema é mais complexo, mas agora teremos felizmente bons engenheiros com que temos desenvolvidos, mas quando se trata de controlá-lo, precisaremos de mais especialistas.