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Máquinas de videobingo substituem Windows por Linux

29/04/2002

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Apesar do núcleo do TopLinux ser fixo, todo o restante, incluindo a aplicação e a forma de comunicação com o dispositivo, é personalizado e projetado de acordo com a área de atuação do cliente.
A Multiplay, fabricante de dispositivos para salões de bingo, iniciou um processo de migração de suas máquinas, que deixarão de trabalhar com Windows e passarão a usar o TopLinux, uma versão compacta do Linux desenvolvida pela Topcomm.
Naqueles momentos de lazer, em que se quer arriscar a sorte e ver a quantas anda a capacidade de ganhar dinheiro fácil, talvez você tenha curvado-se aos encantos de uma rodada de bingo. Como estamos na era da tecnologia, esqueçamos aquele familiar jogo na festa junina da escola ou na paróquia do bairro e vamos considerar apenas os suntuosos salões de bingo.
Entre uma rodada e outra, enquanto aguarda a visita da tal sorte, se observar ao redor, nas máquinas e telões que assinalam os números sorteados, pode ser que você se pergunte sobre a tecnologia por trás das luzes e cores dos painéis. Se for um dispositivo fabricado pela Multiplay, saiba que existe uma mudança em curso.
Atuando em todo o território nacional e alguns países da América Latina, entre eles Argentina e Chile, a Multiplay tem capacidade para produzir 300 máquinas utilizadas em casas de jogos por mês. “Não fabricamos mensalmente essa quantidade, porque nossa produção adapta-se à demanda gerada pelos salões de bingo”, informa Raimundo Romano, diretor da Multiplay.
Essa forma de operação, com uma produção quase que sob encomenda, permite que a fabricante esteja sempre atenta às inovações do mercado de tecnologia e às exigências de diferenciadas de seus clientes. Atualmente, por exemplo, as máquinas produzidas pela Multiplay – que podem ser modelos de cilindro ou de vídeo – passam por um processo de reformulação total.
As máquinas produzidas pela Multiplay executavam seus aplicativos no sistema operacional Windows, o que, segundo Romano, deixava a desejar em termos de confiabilidade. “Não podíamos depender de um sistema proprietário, com tanta exigência de hardware como o Windows. Não queríamos mais trabalhar com disco rígido”, comenta.
“Com o TopLinux, podemos estabelecer as prioridades e determinar como o programa deve agir”, comemora Raimundo Romano, da Multiplay”
Outro descontentamento em relação ao uso do Windows levantado por Romano foi que, no caso de vários eventos acontecendo simultaneamente, o sistema acabava decidindo qual era prioritário, não representando muitas vezes a real necessidade da máquina.
A decisão pelo Linux pareceu o caminho mais natural a ser seguido. A Topcomm (www.topcomm.com.br) surgiu como a parceria ideal para o processo de migração de uma plataforma para a outra. A empresa desenvolveu uma versão compacta projetada para sistemas embutidos (embedded systems) batizada de TopLinux. Apesar do núcleo do sistema ser fixo, todo o restante, incluindo a aplicação e a forma de comunicação com o dispositivo, é personalizado e projetado de acordo com a área de atuação do cliente.
“A Multiplay nos procurou solicitando um sistema que oferecesse confiabilidade. Mas outro benefício da utilização do TopLinux é a economia de custos e de espaço no hardware, já que o sistema é bastante compacto”, afirma Seido Nakanishi, diretor da Topcomm. A fase inicial do projeto prevê a implantação do sistema em 10 máquinas. A grande diferença em termos de hardware possibilitada pelo TopLinux, segundo Nakanishi, é a substituição do disco rígido por discos de estado sólido, como os CompactFlash. “Em termos práticos, isso representa que os dados são armazenados em outro local, menos sujeito a interrupções ou perdas e mais prontamente disponível no caso de travamento da máquina”, explica Nakanishi. Além disso, para alegria de Romano, o sistema da Topcomm permite alterações e adaptações, de forma que o usuário se torne o verdadeiro dono da máquina. “Com o TopLinux, podemos estabelecer as prioridades e determinar como o programa deve agir”, comemora Romano.
A sorte foi lançada, comprem suas cartelas e fiquem de olho no painel.
Planetarium – Rodrigo Faria Tavares