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Videobingo e Caça-níquel

Força-Tarefa apreendeu 50.630 caça-níqueis em 11 anos no Rio Grande do Sul 19/09/2013

Ao total, foram fechadas 2.567 casas de jogos, sendo que dez delas, foram lacradas mais de 15 vezes, e 183 bingos


Eduardo de Lima Veiga (C) conversou com a imprensa

Entre 2002 e agosto deste ano, a Força-Tarefa de Combate aos Jogos Ilícitos apreendeu 50.630 máquinas caça-níqueis em operações pelo Rio Grande do Sul. Em valores, o montante corresponde a cerca de R$ 50 milhões. Foram fechadas 2.567 casas de jogos (dez delas lacradas mais de 15 vezes) e 183 bingos. Nesse mesmo período, 21 bancas de jogo do bicho foram desativadas. Nas ações, os valores apreendidos somam R$ 4,7 milhões. Apenas entre 2011 e 2013, a Força-Tarefa movimentou 19.665 processos judiciais. Além disso, em agosto deste ano, em parceria com a Promotoria de Justiça de Habitação e de Defesa da Ordem Urbanística, foram ajuizadas oito ações civis públicas para cessação da exploração de jogo de bingo em Porto Alegre. Os dados foram repassados à imprensa nesta quarta-feira, 4, pelo Procurador-Geral de Justiça, Eduardo de Lima Veiga, pelo Subprocurador-Geral de Justiça para Assuntos Institucionais, Marcelo Dornelles, e pelo Coordenador da Força-Tarefa, José Francisco Seabra Mendes Júnior.

Com esses resultados, a Força-Tarefa encerra seu ciclo. Ela foi criada em dezembro de 2002, já que o combate aos jogos ilícitos foi, naquele ano, uma das metas estipuladas pelo Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (GNCOC). “Temos um saldo bastante positivo, inclusive de investigações, que seguirão em trâmite no MP, com relação à possibilidade de lavagem de dinheiro através da exploração de jogos de azar”, explicou o Promotor de Justiça José Francisco Seabra, que coordenou a Força-Tarefa desde 2009.

Eduardo de Lima Veiga ressaltou a importância do trabalho realizado. “Como não há mais dúvida jurídica de que a exploração de jogos de azar se trata de uma contravenção, não há mais motivo para que o MP substitua o trabalho da Brigada Militar e da Polícia Civil”, reiterou o Procurador-Geral de Justiça. “Essa força de trabalho se justificou ao longo dos anos, mas agora, como a atividade já se tornou corriqueira de Polícia, iremos atuar no combate ao crime organizado que se utiliza dos jogos para lavar dinheiro”, explicou.

Segundo José Francisco Seabra, o Projeto Alquimia, que realiza o recondicionamento das máquinas caça-níqueis em programas de inclusão social, seguirá suas atividades. “Temos 15 núcleos do Projeto, que será realizado pelas Promotorias de Justiça das cidades que já desenvolvem as atividades”, frisou. (Agência de Notícias do MP-RS)


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