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Jockey gaúcho dá um show de competência 17/09/2014

O duelo entre os dois jóqueis mais vitoriosos do planeta, o carioca Jorge Antônio Ricardo e o canadense Russell Baze, provoca enorme ansiedade nos fãs

A administração de José Vecchio Filho no Jockey Club do Rio Grande do Sul está dando mais um show de competência, tanto em termos de divulgação do turfe, quanto no sentido de motivar o público a ir para o Hipódromo do Cristal. Esta semana é um exemplo cristalino dessas assertivas. Para a próxima quinta-feira, dia 18 de setembro, foi formado um programa com 12 páreos (como não se vê há muito nos principais hipódromos brasileiros), nele embutido uma atração que mobiliza todo o mundo turfístico, pois pela primeira vez os dois jóqueis que lideram (há muito tempo e com grande folga) o ranking mundial de vitórias - com uma bagagem impressionante de mais de 12 mil vitórias - estarão medindo forças: o brasileiro (e carioca) Jorge Ricardo e o canadense Russell Baze, que se aproveitou das paradas forçadas por sérios problemas de saúde e pela mais grave contusão sofrida pelo brasileiro para assumir a liderança, abrindo vantagem de cerca de 100 vitórias sobre Ricardo.

E o Jockey gaúcho não está “apenas” realizando um grande evento. Vai também se valendo dele para infestar as ruas de Porto Alegre de propagandas de todos os tipos, convocando o público a participar do momento especial e, dessa forma, também aproveitando para divulgar o esporte e aproveitando uma polarização que é feita com sucesso desde os primórdios da humanidade: um duelo de titãs. A mobilização nos remete à criação do Grande Prêmio Brasil, no longínquo ano de 1933, quando uma multidão compareceu para assistir de perto aos melhores cavalos do mundo numa competição bem dotada.

Não é de hoje que a administração do Jockey gaúcho dá mostras de sua competência. Para motivar proprietários e profissionais, teve forças para (e coragem) para aumentar o valor dos prêmios e para reformar as pistas de corridas. A de grama ainda está em obras, mas a de areia já é de uma qualidade que faz com que cavalos de todas as partes venham correr em Porto Alegre. Os programas também têm sido interessantes para o público apostador, pois além da natural possibilidade de obter ganhos mais altos (pelos campos mais numerosos dos páreos), a fórmula de dar garantias no total de quase todas as apostas e bonificações ao nível dos principais hipódromos do País têm atraído os apostadores, com reflexo direto no movimento de apostas.

É simples, mas curioso, pois os demais dirigentes de hipódromos brasileiros não pensaram na possibilidade de promover o desafio Ricardo x Baze, ou o fizeram com atraso. Prevaleceu a lei do Velho Oeste: quem sacou primeiro, levou vantagem. O custo do evento não seria nenhuma barreira - certamente estaria ao alcance de outros hipódromos brasileiros - e os reflexos dessa ação certamente produzirão frutos interessantes.

Méritos para o turfe gaúcho, mais uma vez de parabéns.

PERFIS DOS DESAFIANTES

JORGE RICARDO

Nasceu no Rio de Janeiro, no dia 30 de setembro de 1961. Ganhou pela primeira vez (11/11/1976) com o cavalo Taim, treinado por seu pai, Antonio Ricardo. Desde 1982, ganhou 28 estatísticas, 26 no Brasil e duas na Argentina. Na temporada 1992/1993 bateu o recorde brasileiro: 477 vitórias num ano.

Atualmente, atua em três hipódromos argentinos: Palermo, San Isidro e La Plata. Além do Brasil, já montou na Argentina (onde está sediado), no Peru, no Uruguai, no Chile, nos Estados Unidos, na França e na Inglaterra. Venceu clássicos internacionais do Grupo I em todos os países latinos que atuou. Tem mais de 130 vitórias em provas do Grupo I e é pentacampeão do GP Associação Latino-Americana de Jockey Clubs, prova em que seus perseguidores mais imediatos conseguiram apenas duas vitórias.

Much Better, do Stud TNT, foi o melhor cavalo que Ricardo diz ter conduzido. Sua meta é passar para a história do turfe como o jóquei maior ganhador de todos os tempos e afirma que só pensa em se aposentar quando reassumir o topo do mundo e após Russell Baze parar de montar.

Na temporada de 2008, Ricardo conquistou 467 triunfos e bateu, pela segunda vez consecutiva, o recorde argentino de vitórias em um ano. No dia 9 de janeiro de 2008, tornou-se o primeiro jóquei na história a alcançar a marca de 10.000 êxitos. No dia 16 de dezembro de 2010 chegou às 11.000 vitórias.

RUSSELL BAZE

Nasceu em Vancouver (Canadá), no dia 7 de agosto de 1958. Ganhou, pela primeira vez (28/10/1974) com o cavalo Oregon Warrior, treinado por seu pai, Joe Baze. Ganhou a estatística anual dos Estados Unidos 11 vezes, a última em 2009.

Atuando, principalmente, nos hipódromos do norte da Califórnia (EUA), Baze ultrapassou os 400 triunfos anuais por 12 vezes, batendo todos os recordes nos Estados Unidos. No entanto, conquistou apenas cinco provas clássicas de Grupo I em toda sua extensa campanha. Suas vitórias mais importantes foram conseguidas com o cavalo Lost in the Fog.

Baze alcançou os seguintes reconhecimentos: George Wolf Memorial Jockey Award (2002), Issac Murphy Award (de 1995 a 2003 e de 2005 a 2008) e o Eclipse Special Award (1995). Em 1999, ingressou no Salão da Fama  (National Museum of Racing and Hall of Fame). No dia 1º de fevereiro de 2008, chegou à marca de 10.000 triunfos e, em 14 de agosto de 2010, atingiu a marca de 11.000 triunfos. (Raia Leve - da Redação)

 


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