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Entrevista com José Vecchio Filho - Presidente do JCRGS 14/11/2014

Dirigente fala sobre a 106ª edição do GP Bento Gonçalves, que será realizado neste sábado (14) no Hipódromo do Cristal


José Vecchio Filho comenta a relação com a Codere e a criação do MERCOTURFE

Em entrevista ao Jornal do Turfe, o presidente do Jockey Club do Rio Grande do Sul, José Vecchio Filho fala sobre a 106ª edição do GP Bento Gonçalves, que será realizado neste sábado (14) no Hipódromo do Cristal. O dirigente também comenta a relação com a Codere e a criação do MERCOTURFE. Confira    

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Presidente Vecchio, esta é a 106ª edição do GP Bento Gonçalves, quais as suas impressões?

Vecchio - Acho que chegamos pela primeira vez na história do Jockey Club, na era moderna melhor dizendo, em um Bento Gonçalves com uma pista em condições de receber os melhores arenáticos do país, numa data excelente, um sábado à tarde, em uma cópia do que acontece no mundo todo do turfe, onde os grandes eventos ocorrem no sábado; então, nós temos tudo, e é grande a expectativa para que seja o mais qualificado Bento Gonçalves dos últimos tempos.

Sobre os animais que disputam a prova Presidente, o senhor, que juntamente com o ‘turfman’ Ricardo Felizzola têm o Save The Tiger e, como o campo saiu reduzido, qual sua impressão pela parte técnica da prova?

Vecchio - Tecnicamente, em que pese o campo reduzido, teremos aqui o melhor arenático do momento que é o Beduino do Brasil; um cavalo de excelência que é o Uareademon, voltando de parado com uma bela carreira em São Paulo; temos o Beautiful Point que é um ‘emergente’ por assim dizer e temos os dois cavalos locais, o Save The Tiger que é de minha propriedade com o Felizzola e o Whoopee Maker que é um futuroso e promissor potro na areia, todos corremos com chance, acho que o resultado do Bento, pode-se dizer, têm o favoritismo destacado do Beduino que já veio aqui no Protetora na raia nova e meteu recorde, mas a vida dele não vai estar facilitada, mercê da excelência dos demais concorrentes. Eu acho que vai ser um páreo eletrizante, num trem muito forte e uma prova muito bonita em que pese o campo reduzido.

Num dia de GP Bento Gonçalves nós vamos receber aqui os presidentes dos Jockeys Clubs e é um momento de reflexão para o turfe brasileiro. Como está o turfe brasileiro e esta oportunidade como pretendes aproveitá-la?

Vecchio: Acho que nós temos que estreitar ainda mais a nossa relação e é necessário que cada um ceda um pouco, é momento de união e de pensar o Turfe Nacional como um turfe único, esta ideia de competição entre nós com vários hipódromos brasileiros fazendo corridas num mesmo dia é uma ideia que não pode continuar, ela realmente prejudica o nosso cliente que é o apostador e vejo que é o momento de parar e recuar em alguns conceitos para avançar em outros. Nós temos que mudar o conceito de turfe, estamos fazendo-o preocupado com a criação e não com o nosso maior cliente que é o apostador. Temos que pensar no apostador e no proprietário do cavalo de corrida, ao natural o criador será beneficiado com a melhoria do mercado, mas se nós continuarmos fazendo turfe pensando exclusivamente na criação do cavalo de corrida nós estaremos com uma visão caolha da modernidade do mercado de carreira de cavalo.

Como o senhor citou a pista, o JCRGS é visto hoje como a melhor pista de areia do Brasil, mas está fazendo uma nova pista, sobre estas obras, quando deve estar completa a nova pista e também a Vila Hípica do Cristal?

Vecchio - Pretendemos iniciar os treinos na nova pista externa em dezembro, para inaugurá-la oficialmente em corridas em janeiro e já está em tramitação junto à Prefeitura Municipal de Porto Alegre o projeto da futura vila hípica, com boa expectativa de que seja aprovado até dezembro. Se for aprovado vamos pedir uma licença de obra e pretendemos aproveitar o verão para começar as obras de terraplenagem em janeiro e fevereiro para, em março, começar a edificar as novas cocheiras, que serão a Vila Hípica ‘norte e sul’, um setor com 600 cocheiras e o outro com 400 e uma área de doma, mais o hospital veterinário, num total 1.000 boxes e, se tudo der certo, a gente possa em agosto ou setembro do ano que vem encaminhar a inauguração.

Esta edição do Bento Gonçalves recebe o patrocínio da Codere, como estão as relações do JCRGS, da Codere e da Hípica de Maroñas?

Vecchio - Avançamos muito neste ano e temos como ‘case’ aqui no Cristal da nossa gestão, minha e do Felizzola, uma preocupação em olhar para o CONESUL, por que são pistas de areia, temos uma logística muito melhor com o Uruguai do que nós temos com os demais hipódromos no Brasil, isto é uma realidade e não poderíamos deixar de olhar para este mercado, então a nossa diretoria investiu no que a gente chama de MERCOTURFE, buscando parceiros e tentando internacionalizar o Cristal. Acho que é uma ousadia da atual diretoria, mas que vêm dando certo; assinamos protocolos de intenções, já criamos uma irmandade, os uruguaios têm vindo com frequência no Cristal, estarão aqui no dia do Bento com seu alto staff de Governo em matéria de corridas. Estamos com todos os documentos assinados e a ideia agora é avançar no final da burocracia com o passaporte do cavalo que vai facilitar a exportação dos animais para competirem no Uruguai tanto quanto os uruguaios virem competir no Brasil, é o futuro do turfe, o MERCOTURFE, uma nova janela que se abre para o Hipódromo do Cristal e temos que avaliar todas as possibilidades de fazer esta atividade se tornar rentável por que não existe quem aguente o prejuízo ao longo do tempo, o turfe já consumiu a fatia de patrimônio que poderia consumir com o déficit de suas corridas, a partir de agora qualquer outra operação começa a ser perigosa para nossa subsistência.

No GP Luiz Fernando Cirne Lima você tem a ‘Delicious Chris’. Que tal?

Vecchio - Há uma égua de exceção que é a Doppia Vendetta, corredora de Grupo do meu amigo Gaeta, mas eu ficaria muito honrado de ganhar uma prova em homenagem ao meu amigo Ministro Luiz Fernando Cirne Lima, o nosso Cirne Lima e de todo turfe nacional, uma pessoa que fez muito pelo turfe, eu gostaria de receber esta taça das mãos dele, sei que é difícil, é uma ‘tarefa de gincana’ e em gincana geralmente as tarefas são difíceis, mas eu vou correr com uma potranca que carregará apenas 53Kg e está adaptada na raia, torcendo para que este fenômeno que é a Doppia Vendetta no meio das éguas, enfrentando também os machos com boas atuações, imagino que ela sobre muito no papel e se ela por um determinado momento titubear e não pegar bem a nossa raia eu vou ganhar o páreo.


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