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Videobingo e Caça-níquel

Policial chefia operação de caça-níqueis de dentro da delegacia na Zona Sul de São Paulo 14/04/2015

Reportagem investigativa da Rádio Bandeirantes foi levada ao ar nesta segunda-feira no programa "Manhã Bandeirantes"


Rádio Bandeirantes identifica policial que chefia "máfia dos caça-níqueis" de dentro da delegacia na zona Sul de São Paulo

Reportagem investigativa da Rádio Bandeirantes (AM 840 e FM 90,9) levada ao ar na manhã desta segunda-feira (13) identifica um policial que, de dentro da delegacia, comanda a “máfia dos caça-níqueis” na zona Sul de São Paulo. Durante um mês, o repórter Agostinho Teixeira negociou com a quadrilha para que seis máquinas dos chamados “jogos de azar” fossem instaladas em um bar na região de Heliópolis, bem ao lado do 95º distrito, responsável pela região.

Um dos envolvidos no esquema é Manoel, que possui 50 maquininhas funcionando 24 horas por dia, em bares, pequenas lojas e até padarias. Achando que falava com o dono de um bar interessado em “entrar no negócio”, Manoel deu detalhes de toda a estrutura montada e até revelou o nome do policial responsável por arrecadar o dinheiro da propina. Segundo o contraventor, o pagamento de propina para a polícia é feito “todo mês”, são R$ 100 em dinheiro por máquina instalada.

De acordo com Manoel, “todos na polícia sabem disso e existem maquininhas de caça-níquel que funcionam coladas no prédio da delegacia de Heliópolis”. Não há motivos para preocupação, garante o dono das máquinas: “O Moraes, o menino da delegacia lá, é amigo nosso. Eu só aviso pra ele que eu estou colocando maquininhas em tal lugar e beleza, ninguém mexe não”. Moraes é um dos investigadores de polícia do 95º Distrito e, por telefone, de dentro da delegacia, foi ele que nos autorizou a dar início ao jogo. Foi só falar o nome de Manoel para que o policial se dispusesse a nos ajudar.

Sem nenhum constrangimento, Moraes deu a ordem: “tudo bem, tranquilo. Pode colocar as maquininhas, de boa. Comigo é diferente, pode colocar onde você precisar, depois a gente conversa, entendeu?” Sem saber que estava sendo gravado, o investigador ainda admitiu que existem máquinas de caça-níquel funcionando em praticamente todos os bares próximos à delegacia. Segundo os donos dos caça-níqueis, só no 95º Distrito, em Heliópolis, os policiais envolvidos arrecadariam, todos os meses, cerca de 100 mil reais de propina”. A reportagem da Rádio Bandeirantes tentou falar com o delegado titular do 95º distrito, Valdecir Reis, mas o policial não foi localizado. Clique aqui e íntegra da reportagem na Rádio Bandeirantes.  


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